Perua traz vantagens sobre as minivans
A Folha avaliou o Fielder por 45 quilômetros em uma área urbana e em rodovia de terreno plano. Nas duas versões, automática e manual, o desempenho foi bem satisfatório, mesmo se comparado ao modelo sedan, 75 quilos mais leve. A perua chegou facilmente aos 190 quilômetros horários e em uma avaliação extra-oficial consumiu 14 segundos (a versão automática tem desempenho um pouco inferior, em compensação é bem mais silenciosa) até chegar aos 100 km/h.
Em relação às minivans, concorrentes diretas no mercado, a avaliação é que em curvas a perua é mais estável, o que pode ser decisivo em uma manobra de emergência. Outra constatação é que as condições de dirigibilidade também são superiores.
Nas minivans, há um certo consenso de que a posição de dirigir é estranha, com alavanca de câmbio baixa demais e um volante exageradamente horizontal. É de se ressaltar também o ótimo espaço interno da perua Corolla, inclusive na parte traseira (embora os bancos sejam um tanto ásperos). A desvantagem em relação às outras peruas concorrentes fica por conta da capacidade no porta-malas. Os 411 litros ficam muito abaixo dos 500 do Fiat Marea e dos 520 da Peugeot 307 SW.
O acesso aos comandos do veículo também é um trunfo do Fielder. Para os mais exigentes, porém, vão faltar alguns detalhes: o volante não é ajustável em profundidade, faltam um ar-condicionado eletrônico, um computador de bordo, um teto-solar e bancos de couro. (L.F.M.)





