Popularmente conhecidas como insulfilme, as películas protetoras que antes eram usadas basicamente como um acessório estético dos automóveis ganham adeptos que buscam conforto, saúde, privacidade e, acima de tudo, segurança. Atualmente, além de conferir um aspecto esportivo ao carro, elas servem para filtrar a luz solar, contribuir com a conservação do interior, aumentar a eficiência do ar-condicionado e impedir que os vidros sejam estilhaçados, em caso de batidas ou até assaltos.
Para atender às necessidades dos motoristas, a variedade de películas no mercado é grande. Vai desde a linha pigmentada simples, que oferece o mínimo de rejeição solar ou reduzido conforto térmico, até a linha metalizada não refletiva a qual proporciona altíssima rejeição dos raios UV, reduz o ofuscamento e retém os estilhaços do vidro. Os preços também são bastante diferentes. Para um modelo pequeno como um Palio, por exemplo, a aplicação do insulfilme pode variar de R$ 110 até R$ 500.
''Algumas películas são desenvolvidas especialmente para dar segurança, e funcionam quase como uma semiblindagem'', destaca o sócio-propretário da Llumar Películas Protetoras, Vagner Martins da Silva. Segundo ele, esse material pode resistir a até 30 impactos seguidos sem estilhaçar o vidro. Além disso, oferecem ainda conforto térmico - diminui até 75% o calor interno -, proteção quanto aos raios UV e durabilidade permanente.
A procura por películas que disponibilizam privacidade e segurança fica por conta do público feminino. Os homens, de acordo com Silva, continuam se preocupando mais com a parte estética. ''Também existem os homens que buscam conforto térmico e proteção contra o sol'', frisa o sócio-proprietário da Películas Quantum, Edson Pierin. Ele afirma, no entanto, que o cuidado masculino está basicamente direcionado a manutenção do material dos bancos e volante, pois as películas mais modernas retêm até 99% a incidência dos raios solares e impedem que o estofamento envelheça mais rápido.
Os profissionais, entretanto, são unânimes em dizer que o motorista deve ser bastante criterioso na hora de escolher com quem realizará o serviço. O primeiro passo, na opinião deles, é verificar a indoneidade da loja e conferir o produto que ela dispõe. Outro ponto é se atentar para a legislação. ''Os motoristas têm que estar conscientes do grau de transparência que vai ser colocado no vidro para não ter problema com multas'', avisa Silva.
Ele admite que muitas vezes o cliente exige um insulfilme de um grau mais forte, mesmo correndo o risco de levar uma multa. Porém, o comerciante esclarece que nesse caso, pelos procedimentos da loja, o motorista assina um termo de responsabilidade, confirmando que está ciente do grau que foi solicitado.
No Brasil, a lei exige que os vidros do carro tenham transparência mínima de 75% no pára-brisa, 70% nos dois vidros das laterais da dianteira e 50% nos demais laterais e traseiro. De acordo com o coordenador de veículos do Departamento de Trânsito (Detran), Cícero Pereira da Silva, essa é a transparência necessária para ter uma boa visibilidade. Ele afirma que ainda existe uma certa dificuldade para realizar a fiscalização, pois é comum os motoristas alterarem o valor do grau que deve ser especificado na própria película. O descumprimento das normas implica multa grave, R$ 127,69 e perda de 5 pontos na carteira.

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