Os motoclubes chamam a atenção por seu funcionamento, mas na verdade nem sempre é preciso participar de um para curtir o prazer proporcionado por um passeio de motocicleta.
O advogado londrinense Jackson Luiz Bordin é prova viva desta afirmação. Ex-membro de motoclube, ele acaba de voltar de uma viagem em que percorreu cerca de 8 mil quilômetros por alguns pontos da América Latina, passando pela Argentina, Chile e Bolívia.
Ele conta que a aventura pode ser dividida em dois trechos. O primeiro saiu de Londrina rumo a Santiago, no Chile. ''Fomos em cinco motos'',lembra ele, que tem uma Road King Custom. O segundo foi com outro grupo e seguiu até Santa Cruz de La Sierra, Bolívia. ''Do grupo inicial só seguimos eu e outro amigo, mas na estrada encontramos quatro motociclistas que estavam indo para o mesmo lugar'', diz, ressaltando o companheirismo que há no meio motociclístico.
A viagem iniciada em 7 de outubro, durou 17 dias e não foram poucos os defasios. Bordin recorda da falta de gasolina em alguns trechos, do frio nas cordilheiras, do calor e das más condições da pista no retorno.
O advogado ressalta que os problemas enfrentados na viagem foram superados em grupo e que há como fazer amigos no meio, mesmo sem ser de motoclube, basta demostrar verdadeiro amor pelas máquinas. ''Do ponto de vista de motoclube estou sozinho, mas na verdade nunca estou só. A amizade cultivada ao longo dos anos acaba ficando. Isso é o que conta'', garante.
A comerciante Danieli Regina Valério, uma das pessoas que acompanhou Bordin até Santiago, argummenta que a maioria dos motoclubes é muito restritiva quanto a presença de mulheres. ''Pode parecer diferente, mas há sim mulheres que gostam de motociclismo. Essa não é a primeira vez que viajo em grupo e existe muita amizade e respeito entre os motociclistas'', conta. (V.F.)

mockup