Pedágios também 'salgam' as viagens
Sempre que pode, o agricultor Zezo Moreira, deixa os cuidados com sua propriedade em Campo Mourão para dirigir sua casa pelas estradas brasileiras. Adepto desse estilo de viajar desde 1988, ele revela que o gosto pela pescaria foi o que o motivou a adquirir um motorhome. Para aqueles que pensam em comprar um desses ônibus-casa e for casado, Moreira dá um recado interessante: ''além de ter tempo para viajar, a esposa também precisa gostar porque senão não adianta''. Como quase sempre viaja acompanhado de filhos e netos e para ter ainda mais conforto, o agricultor costuma levar um veículo de passeio rebocado na traseira de seu motorhome.
Moreira garante que a manutenção de um motorhome é bem baixa ''praticamente zero'' e o consumo de combustível não é exagerado: o seu atual modelo por exemplo, adquirido em 2003, faz uma média de 6,2 km com um litro de diesel. O Imposto Sobre Veículos Automotores (IPVA) similar ao de um ônibus também não é impeditivo. Só os gastos com pedágio é que ''salgam'' um pouco mais os passeios. Os campings, normalmente, cobram uma diária extra para ''hospedar'' o veículo. Uma outra questão importante é ter onde deixar a casa-ônibus quando não estiver viajando, pois os veículos não cabem em qualquer garagem.
Um dos mais recentes proprietários de motorhome em Londrina, Fernandes Marcos Vieira, decidiu apostar mais algumas fichas num nicho ainda pouco explorado no Brasil. Ele é o dono do camping Estância Aldeia de Cércio localizado na Aviação Velha (Zona Sul) que foi inaugurado no encontro e fala que a idéia foi criar um recanto que reunisse as famílias desses estradeiros num lugar calmo e com toda a infra-estrutura necessária. Para projetar o espaço, ele contratou a arquiteta londrinense Cláudia Brunetto, outra apaixonada por viagens de motorhome por influência da família, para reorganizar o camping e atrair mais gente. Vieira planeja, inclusive, aumentar um galpão coberto em sua propriedade para servir aos proprietários locais. (L.A.)





