Peças falsificadas podem gerar problemas mecânicos
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de março de 2010
Da Editoria 
O investimento em um produto falsificado, com valor muito abaixo do convencional, poderá acarretar diversos problemas mecânicos no veículo, além de aumento de consumo de combustível. A aparente economia trará dores de cabeça para o consumidor.
Peças falsas elevam a probabilidade de acidentes e, consequentemente, o risco de morte, pois não têm compromisso com a qualidade. Vender ou instalar peça falsa ou pirata é crime, e, na melhor das hipóteses, o reparador tem de arcar com o prejuízo financeiro do conserto do veículo.
O setor de autopeças fecha o cerco no combate à pirataria e a falsificação de produtos. O Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), que reúne as entidades que representam o setor da reposição automotiva (Sindipeças, Andap, Sincopeças-SP e Sindirepa-SP) - definiu plano de ações que será implantado este ano com participação de todos os segmentos de aftermarket.
A proposta consiste em informar o consumidor sobre a certificação compulsória de peças acreditada pelo INMETRO que está em andamento para vários componentes (bronzina, pistão, rodas e aros para caminhões e ônibus, rodas para automóveis e comerciais leves, molas, amortecedores, pastilhas, lonas, líquido de freio, espelhos retrovisores, rolamentos, faróis, sistemas de exaustão, lanternas, lâmpadas, cabos, bomba de combustível, líquido de aditivo do radiador do motor, correias, tubos e mangueiras) e a implantação de sistema de rastreabilidade de produtos no varejo.
Com a certificação compulsória dos produtos haverá um padrão de qualidade definido que deverá ser seguido pelo mercado, inibindo que peças que não atendem às mínimas especificações exigidas pelas montadoras sejam comercializadas.
Prejuízos
O uso de peças impróprias fere o Artigo 21, Seção III, Capitulo IV, Título I, do Código de Defesa do Consumidor, que diz: ''No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quando a estes últimos, houver autorização em contrário do consumidor''.
Um exemplo clássico de falsificação são os catalisadores. As peças piratas contribuem diretamente para o crescimento da poluição do ar e poluição sonora, provocam o aumento direto do consumo do combustível, além de causar uma mudança na taxa de contra pressão de trabalho do motor causando alterações no sistema de injeção, arraste de óleo e desgaste prematuro de peças.
''Os falsos catalisadores custam mais barato que os convencionais, mas não funcionam com sua verdadeira finalidade. Cada modelo de veículo necessita de um catalisador específico com volume próprio de conversão. Um conversor catalítico inadequado irá comprometê-la'', explica o gerente de Engenharia e Qualidade da Mastra, Valdecir Rebelatto.
''Além disso, a adulteração do veículo ou alteração de suas características originais é ilegal e passível de penalidades ao aplicador e ao proprietário do veículo.'', completa o engenheiro.


