Mostrar destreza e muita força a bordo de um caminhão. Isso faz parte do dia a dia dos caminhoneiros por todo o Brasil. Acostumados a esses desafios, profissionais do volante se enfrentaram durante o ano em diversas etapas, em diferentes localidades do País, na 25ª edição da Gincana do Caminhoneiro, promovida pela Revista Caminhoneiro, com patrocínio da MAN Latin América e apoio da Cummins, através da unidade de negócios Fleetguard.
Em 2013, a competição foi dominada por caminhoneiros paranaenses. Renan César Abrão Garcia, de Arapongas, foi o grande vencedor e levou para casa um caminhão Delivery VW 10.160. Em segundo lugar ficou João Edson Lazarotto, de Colombo, região metropolitana de Curitiba.
"A grande final foi em Foz do Iguaçu. Consegui a minha classificação na última classificatória, também realizada em Foz, dias antes", explica o campeão Renan Garcia.
Ainda segundo ele, depois das fases eliminatórias, o duelo pelo título foi disputado por apenas dois competidores. A final contava com provas de slalom, em que os caminhoneiros tinham que realizar diferentes trajetos, desviando de cones espalhados pela pista em menor tempo.
O curioso é que apesar de mostrar talento ao volante de um truck, Garcia não é o que se pode chamar de experiente. Formado em administração este ano, ele estava desempregado e recebeu um convite de um amigo para trabalhar em uma transportadora. "Estou trabalhando lá há cerca de seis meses apenas. Sempre gostei de caminhão, mas nunca achei que trabalharia como caminhoneiro", diz.
O duelo pelo caminhão foi realizado no dia 24 de novembro e Garcia conta que antes de assumir o volante foi tomado pela adrenalina e ansiedade. "Nunca havia participado e precisei me concentrar bastante, mas deu tudo certo. Fiquei sabendo que o caminhoneiro que disputou comigo era experiente e já havia participado de outras edições da gincana", lembra ele, que confessou ainda estar surpreso com o resultado.
Apesar do sucesso relâmpago a bordo do caminhão, Garcia não descarta atuar na área da administração de empresas no futuro. Enquanto esse dia não vem, ele promete desfrutar do seu prêmio passeando pela cidade, ou mesmo usando o 10.160 durante o expediente na transportadora.
Conforme Garcia, por regulamento, o campeão obrigatoriamente ficará dez edições sem participar da competição. "Como não posso participar, agora é só curtir o prêmio, mas fico feliz de ter vencido", diz.
Atuando há 30 anos como caminhoneiro, 23 deles na mesma indústria de fertilizantes, João Edson Lazarotto acumula diversas participações em finais da Gincana do Caminhoneiro. Segundo ele, além do vice-campeonato em 2013, o segundo lugar foi alcançado também em 2011. Além disso, ele foi terceiro colocado em 2008 e 2010. "Já participei de seis edições. Ainda não consegui ganhar, mas gosto muito da gincana, fiz muitos amigos de outros estados por participar", revela.
Lazarotto comenta que procura participar de todas as etapas da Gincana, desde quando conheceu o campeonato. Neste ano, a classificação veio na etapa de Goiânia (GO). Sobre o domínio paranaense, o caminhoneiro explica que além dos motoristas do Estado serem bons de volante, também participam das disputas em grande número.
Para Lazarotto, a possibilidade de um dia vencer a gincana e levar um caminhão para casa é um sonho e a chance de encerrar a carreira de caminhoneiro com chave de ouro, uma vez que o campeão só pode participar dez anos após o seu título. "Se eu ganhar a gincana um dia, provavelmente estarei aposentado quando puder participar de novo. Seria bom me aposentar campeão", brinca.
Completou o pódio da 25ª Gincana do Caminhoneiro João Egídio Costa Gomes, de São Luís (MA).

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