Curitiba - Neste ano, o Paraná sediou pela primeira vez a Maratona Universitária da Eficiência Energética que teve como objetivo premiar carros desenvolvidos por alunos de universidades brasileiras que apresentassem o melhor aproveitamento dos combustíveis. A maratona aconteceu de 24 a 27 de julho no Kartódromo Raceland, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba e foi patrocinada pela Renault.
Disputada desde 2004 no Brasil, a maratona é a quarta maior competição do gênero no mundo e a única organizada na América Latina. A ideia inicial veio da França onde começou há 40 anos. Durante três anos foi realizada na Alemanha e agora é sediada na Holanda. Mais de 500 alunos e professores trabalharam na finalização dos modelos que competiram para conseguir novas marcas de economia de energia. Participaram 29 instituições de ensino superior da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Foram construídos 54 carros. Do Paraná, participaram a Unioeste de Foz do Iguaçu e a Universidade Tecnológica Federal de Pato Branco. Na primeira edição, a maratona começou com seis universidades, nove carros e tinha apenas a categoria gasolina. Em 2007 entrou a categoria etanol e, em 2009, a categoria elétrico.
A prova premiou os três primeiros lugares que alcançaram o menor consumo nas categorias gasolina, etanol e elétrico nos carros que foram construídos pelos próprios alunos. O primeiro e segundo lugares de cada categoria receberam um carro para utilizarem em estudos nas universidades. É um veículo de pré-lançamento que já foi utilizado como teste pelas montadoras e sai da fábrica sem numeração de série. As terceiras colocadas receberam três motores. Outra categoria que premiou os três primeiros lugares foi ''Melhores projetos''. Os participantes ainda enfrentaram o desafio de produzir carros com o menor impacto ambiental possível, explorando materiais de origem natural ou praticando a reciclagem.
Segundo o organizador do evento e engenheiro mecânico, Alberto Andriolo, para participar da maratona, os pilotos precisam pesar, no mínimo 50 quilos, e ser universitários. Três maratonas já aconteceram em Indaiatuba (SP) e cinco em Interlagos (SP). Desta vez, Curitiba foi escolhida por ser sede da Renault.
Em todas as categorias é avaliado o resultado de pista com melhor performance. Além disso, outros quesitos contam pontos como a forma que a equipe trabalhou no carro, acabamento, criatividade para o veículo ter rendimento, ideia de concepção do carro, sustentabilidade e se os materiais que usou têm compatibilidade para um veículo de rua. Também são consideradas liderança, decisão e iniciativa da equipe formada por oito alunos.
Durante a prova, cada equipe tem direito a três tentativas. Cada etapa tem 12 voltas em uma pista com extensão de mil metros. A melhor marca obtida é considerada como resultado final. A gasolina utilizada é a Podium 100%. O etanol é comum. Os carros têm dimensão média de 1,80 m por 1,20 m e cerca de 18 quilos. A maioria dos alunos é do curso de engenharia mecânica, mas há estudantes de engenharia elétrica e de automação.
''Os alunos que participaram deste tipo de maratona são mais valorizados na hora de uma contratação no mercado de trabalho'', justificou Andriolo.

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