São inúmeras as razões que levam o consumidor a optar pela compra de um carro semi-novo, ou popularmente conhecido como usado. Trocar um modelo antigo por uma edição mais nova, investir em carros completos pelo mesmo preço de um popular zero quilômetro ou simplesmente pagar mais barato para conseguir adquirir o primeiro veículo são as principais razões que os especialistas apontam.
Enquanto negócio, os semi-novos possuem expressiva participação no mercado estadual. De acordo com dados fornecidos pela Associação dos Revendedores de Veículos Automotivos do Paraná (Assovepar), o crescimento médio do setor é próximo dos 5% anuais. Devido a crise, 2009 foi atípico e o crescimento deve ser pouco expressivo se comparado ao ano anterior.
Até novembro, a Assovepar registrou 507,8 mil vendas de carros usados no Paraná no ano passado. A instituição acredita que dificilmente este número seja superior a 2008, quando 580,8 mil semi-novos foram negociados durante todo o ano. Se comparado a 2007, o crescimento foi pouco maior que 5%, quando 569,1 mil compras foram concretizadas.
Dentre as principais razões, Leonardo Motta, gerente de semi-novos da Metronorte, acredita que a possibilidade de gastar na aquisição de um carro semi-novo completo, como Astra, Vectra, Fox ou Golf com pelo menos 7 anos de uso pelo mesmo valor de um carro popular novo, como por exemplo o Gol modelo 1.0, sem nenhum opcional, que custa na faixa dos R$ 30 mil, atrai a atenção de muitos clientes.
Conforme exemplifica, a estratégia de muitos vendedores é tentar convencer o cliente que sonha em comprar um Vectra, que custa R$ 62 mil se for zero quilômetro, a levar um modelo usado, ano 2006, em boas condições por até R$ 38 mil. ''Muitas vezes o conforto é o mesmo, além da possibilidade de vir com todos os opcionais, coisa que na hora de comprar um novo encarece o produto final'', ressalta.
Mas Elson Santana, gerente de semi-novos da Cipasa, acredita que na sua concessionária cerca de 80% dos negócios concretizados entre semi-novos sejam trocas. Ele explica que muitos clientes oferecem o carro antigo como parte no negócio na hora de adquirir um modelo usado em melhores condições.
Santana afirma que o impacto da redução do IPI sobre os usados foi pequeno, representou um desconto de algo próximo dos 5%. Ele acredita que o consumidor que pode optar por um novo, dificilmente investe nos semi-novos. Na concessionária onde trabalha, a proporção é de um zero quilômetro para dois usados.
Negócios
Segundo dados da Assovepar, as regiões metropolitanas de Londrina, Maringá e Umuarama concentram cerca de 25% dos negócios de semi-novos contabilizados pela instituição. Isso significa que no ano passado, cerca de 127 mil veículos foram comercializados na região, com ênfase nas cidades já citadas. Em 2008, os números foram superiores e cerca de 145 mil carros foram vendidos.
No Brasil, o número de veículos desta natureza comercializados em 2009 foi de 6,34 milhões. No ano anterior, esta quantia foi de 7,26 milhões, cerca de 1,8% maior que em 2001, quando 7,11 milhões de carros usados foram vendidos. Se comparado a estes totais, o Paraná é responsável por aproximadamente 7,8% dos negócios envolvendo carros usados no Brasil.

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