Foi da mente brilhante de um alemão, Karl Benz, em 1885, que o automóvel ganhou vida. O que conhecemos hoje por carro, no começo, era apenas um veículo de apenas três rodas, que atingia a velocidade máxima de 13 km/h - uma ousadia na época. Benz é considerado o ''Pai do Automóvel''. Mas foi mesmo o seu amigo e conterrâneo, Gottlieb Daimler, que apresentou o primeiro automóvel com quatro rodas, em 1901 na Alemanha.
Nesses mais de 100 anos de existência, o automóvel praticamente continuou o mesmo. Traz quatro rodas, motor e espaço para levar pessoas e cargas. Evoluiu, é claro, tanto mecanicamente como em conforto e segurança. Não chegamos a ter carros 'voadores', como alguns visionários do século passado ousaram em apostar. Mas a indústria automobilística chegou perto. Há carros que falam, agem automaticamente, são movidos a eletricidade e existem alguns que até andam sozinhos, sem a necessidade do motorista estar a bordo.
Porém, mais que um bem material, durante este tempo, o automóvel passou de um objeto de desejo e destinado ao lazer para uma ferramenta de trabalho e quase que indispensável a população. Quem tem um, dificilmente vive sem. Quem não tem, sonha em tê-lo.
''Não viveria sem o carro. Ele faz parte do meu trabalho, é indispensável. Necessito dele diariamente'', deixa claro Roberto Pedalino, médico-veterinário, a bordo de sua picape S10. Para Pedalino o automóvel se integrou a sociedade de uma forma incisiva e dependente. ''O automóvel deixou de ser um objeto de luxo, como era antes quando foi inventado, para se tornar uma ferramenta de trabalho, uma necessidade, para muita gente'', explica.
Pensamento semelhante tem o motorista Armando Oliver Peres. ''Eu me acostumei com o carro e uso ele para ir a qualquer lugar. A gente fica dependente dele sem saber'', conta. Em seus 28 anos de estrada, Peres vivenciou a evolução do automóvel. ''Eu andava em caminhões apertados, duros e com pouca segurança. Hoje, os caminhões são mais confortáveis e seguros, como carros. É uma coisa incrível'', diz surpreso com a evolução.
A fisioterapeuta Anna Thereza Pacheco do Carmo também é daquelas que acredita que o automóvel seja importante nos dias de hoje. ''Eu preciso do carro para fazer quase tudo hoje em dia. Para ir ao trabalho, para estudar, para ir ao mercado, e um monte de outras coisas'', sustenta. Apesar da importância, Anna não chega a ser radical: ''Lógico que, se não tivesse condições de ter um, viveria normalmente, sem problemas. Acho que o carro facilita a vida, claro, mas não é algo vital. Acho que teria menos importância se existisse um sistema de tranporte público mais eficiente'', acredita ela.
Já para a funcionária pública Margareth Socorro de Oliveira, o carro é mais que uma necessidade. ''Minha mãe tem problemas de saúde e por isso preciso do carro para transportá-la. Além disso, necessito dele para ir ao trabalho, pegar as crianças na escola e fazer compras no supermercado, entre outras coisas. Sem ele, a minha vida realmente ficaria muito complicada'', diz.
Além de ajudar no trabalho, o carro nunca deixou de ser um facilitador do lazer. Viagens, passeios e outras aventuras fazem parte de quem tem um veículo na garagem. ''A gente aproveita a facilidade que ele oferece. Para quase tudo, dependemos do carro. Para ir ao trabalho, para passear, para buscar as crianças'', afirma o aeronauta Walter Casoni Júnior.
A 'dependência' do automóvel tem seu preço. Para a maioria dos proprietários, o carro é como se fosse um integrante da família. ''Tem um custo, de manutenção, como se fosse um filho a mais na família. Os carros de hoje não oferecem a durabilidade de antigamente e com isso acabamos gastando mais com eles'', opina Casoni Jr.
Vital ou não, o automóvel está aí, diariamente, afetando a vida de milhares de pessoas. Por isso, não é a toa que existe um dia para se comemorar a sua existência: 13 de maio - ontem.

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