O advogado e assessor jurídico do Cetran (Conselho Estadual de Trânsito), Marcelo Araújo, acredita que existem três motivos para um jovem de 17 anos, mesmo sendo um piloto com muita habilidade, não tirar a carteira de habilitação.
Primeiro, o fato de que a responsabilidade penal só é adquirida com 18 anos e em caso de um acidente, o adolescente não teria como responder, porque pela lei, ele é menor. Segundo, porque pista e rua são muito diferentes e as situações também. E terceiro porque falta a vivência de trânsito, que não se adquire em pistas de competição.
‘‘Não estamos falando da habilidade destes pilotos, que dominam muito bem o carro. Mas sim, que eles não deixam de ser adolescentes como os outros, que não têm responsabilidade legal e nem maturidade suficiente para enfrentar o trânsito e as situações do dia-a-dia’’, explica o advogado.
Para Araújo, seria ideal que os jovens tivessem uma adaptação lenta com o trânsito, porque, como ele mesmo diz, a falta de experiência é a mesma quando se tem 17 ou 18 anos. ‘‘De uma hora para outra, o jovem passa de pedestre e passageiro para motorista. O certo seria que ele fosse tendo um contato intermediário com o trânsito. Isso poderia acontecer com um ciclomotor, que permitiria que ele trafegasse e aprendesse as artimanhas do trânsito.’’ (F.O.)

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