Freios, sistema de arrefecimento, direção hidráulica, câmbio e motor. Cada peça possui um tipo de óleo específico, que garante melhor vida útil ao carro, moto ou caminhão. Além disso, um veículo com o óleo em dia gasta menos combustível, pois o motor trabalha mais limpo reduzindo os atritos entre peças.
De acordo com Marcos Abrahão da Silva, sócio-proprietário da Casa do Óleo, manter o óleo em dia torna a manutenção menos frequente. ''Uma coisa influencia na outra'', pontua. Como exemplo ele cita o sistema de arrefecimento, que sai de fábrica com a proporção de 50% de fluido de radiador e 50% de água destilada.
Ele elenca um hábito corriqueiro, que prejudica a longo prazo as condições do reservatório do sistema de arrefecimento. ''É muito comum quando a água começa a baixar o motorista completar com água da torneira. Está errado, pois essa possui cloro, que reage com o metal do reservatório acelerando o processo de oxidação'', detalha. ''Sem contar que diminui a concentração do fluido do radiador''.
É por isso, completa Silva, que não são raros os casos de reservatórios sujos. ''É porque colocou água da torneira. Sem contar que influencia no aquecimento do carro e pode gerar ainda outros problemas'', argumenta.
Trocar o fluido do freio também esconde um segredo que poucos motoristas conhecem. Quando a luz que controla a quantidade do fluido acende, a primeira atitude do motorista é completar o reservatório. ''Muitas vezes ele não olha as pastilhas e o problema pode ser lá'', indica.
Silva conta que quando as pastilhas de freio estão muito gastas, normalmente o tempo de troca do fluido diminui. ''Por isso, quando a luz do óleo de freio acender, antes de completar, é necessário verificar as pastilhas. Outro detalhe comum é verificar se não há vazamentos'', recomenda ele, que estima em 90% dos problemas com fluidos de freio relacionados a pastilhas gastas.
O óleo de freio também está ligado diretamente com o mecanismo de parada dos veículos. Silva explica que os fabricantes recomendam a troca anual, a partir da drenagem de todo o sistema. ''A umidade externa vai alterando a composição do óleo. Por isso não adianta somente completar'', alerta.
Direção hidraúlica, câmbio e motor
A direção hidráulica também possui um tipo de óleo que sofre desgaste com o tempo. Silva explica que o correto é completar, mas é importante ficar atento pois cada carro possui um tipo de óleo específico. ''O recomendado é a troca anual, com a função de prolongar a vida útil da bomba da direção hidraúlica'', conta.
Tanto o câmbio manual como o hidramático exigem a troca frequente do óleo. Os fabricantes recomendam a troca a cada 50 mil quilômetros, para carros. No caso das caminhonetes, o período é menor: cerca de 30 mil quilômetros.
''É bom trocar o óleo todo por causa das raspadas de câmbio, que soltam malhas de aço no compartimento. Se ficar misturado com o óleo eles acabam girando juntos. E tem a embreagem que também se desgasta e pode influenciar. Por isso a drenagem total é recomendada, antes de trocar o óleo'', analisa.
No caso do motor, antigamente existiam três tipos de óleo conhecidos como monoviscosos. Um era recomendado para veículos novos, que possuía a viscosidade de número 30. Os seminovos utilizavam a de número 40. Nos carros mais velhos a viscosidade de número 50 era a mais indicada.
''Na década de 80, inventaram óleos mais específicos conhecidos como aditivados para substituir os monoviscosos. Por isso, o dono do veículo deve conferir com o mecânico qual é a melhor opção'', conclui.

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