Paixão tornou-se excesso de zelo
O outro araponguense dono de um Styleline é o engenheiro civil e de transportes Frederico Arouche da Câmara Lopes, que conta com um modelo de três marchas para frente, todas manuais. Ele lembra que a paixão por carros antigos, especialmente pelo Chevolet americano, nasceu de ver seus familiares importarem com frequência automóveis da marca quando a indústria automobilística brasileira ''engatinhava''.
Dono de oito carros antigos, ele revela que praticamente não tira o Styleline da garagem por três motivos: tempo para sair com o veículo, custo - já que o Chevrolet precisaria de alguns ajustes, "como uma lavagem" - e o fato de poucos profissionais terem o domínio da mecânica de carros antigos. ''Hoje quase ninguém sabe mexer. Então é melhor que fique em casa'', justifica.
O engenheiro, proprietário do Styleline há pelo menos 30 anos, recorda que devido à profissão, costumava visitar obras a bordo do carro, mas não tinha sossego. ''Se ele ficasse do lado de fora, todo mundo mexia, era complicado.'' Lopes mostra ter excesso de cuidados com o veículo e admite que isso é até um defeito. ''Sei que estou errado. Carro antigo é para andar, mas fico procurando motivos para não fazer'', reconhece. (V.F.)





