Paixão que cria situações curiosas
O amor de um harleyro por sua moto é algo de dar inveja ao mais sólido dos casamentos. E esse amor cria situações e manias curiosas. A começar pelo trato da moto. Há estradeiros, por exemplo, que relutam em lavar a Harley. O motivo? É que a sujeira acumulada numa viagem passa a ser parte das lembranças da estrada.
É assim por exemplo com o empresário Antônio Carlos de Oliveira Dias Filho, 29 anos. Ele tem Harley desde 1997 e nem se lembra mais quando foi a última vez que a lavou. A sujeira faz parte da história da viagem. Na minha moto tem uma sujeirinha, por exemplo, que eu sei que foi pega numa ida ao Chile, conta.
O juiz Márcio José Tokars, 36 anos, é outro que também prefere deixar a moto ao natural. Só lavo mesmo quando a sujeira está pesada demais. Não gosto de ficar lavando, polindo, porque tira a história das viagens. Além disso, a gente tem que idolatrar a paixão pela Harley e não a Harley em si, como objeto.
O representante comercial Paulo Cezar Sangali, 35 anos, prefere também manter a moto com as lembranças da viagem. Ele diz que mês que vem vai completar um ano da última lavagem. A moto suja mostra uma das características do bom harleyro, que é o de pegar estrada. Tem gente que tem a moto só para ficar andando na cidade, o que é desperdício para uma Harley.
Outra questão que demonstra o amor dos harleyros por suas máquinas diz respeito às mulheres. Segundo os donos de Harley, a mulher inteligente nunca questiona a moto ou eu. Existe casos mesmo de casais que se separaram porque a mulher não curtia a moto, conta o presidente da Cavleiros de Aço, Edward Kruszte.
O empresário Antônio Carlos de Oliveira já até avisa a mulher da sua paixão por moto quando começa um relacionamento para não ter problemas depois. Antes de iniciar o conhecimento já aviso: tenho uma Harley e gosto de viajar.





