Paixão nacional
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de janeiro de 2012
Vinícius Fonseca <br>Reportagem Local
A paixão pelo Fusca sempre esteve presente desde o seu lançamento nos anos 1930 até o encerramento da produção em 2003. A mecânica simples e o design simpático do carro talvez expliquem essa legião de admiradores espalhados pelo mundo.
No Brasil o veículo só chegou em meados dos anos 1950 e ainda coleciona admiradores. Na semana do ''Dia Nacional do Fusca'' - comemorado na última sexta-feira - a FOLHA procurou alguns proprietários de modelos antigos para falar de sua paixão.
Membros do Volkstreet, clube de Londrina especializado em carros antigos da marca Volkswagen - que conta com cerca de 50 integrantes e 40 Fuscas, o engenheiro da computação André Latansio de Oliveira e o funcionário público Marcelo Bastista Cardoso da Silva apresentam seus modelos anos 69 e 80, respectivamente.
Apesar dos 11 anos de diferença entre os dois carros, a mecânica deles é parecida, com quatro marchas com freio a tambor e o tradicional sistema a ar. Ambos os proprietários confessam ter histórias engraçadas por causa das particularidades do modelo. ''Frentistas mais novos já me perguntaram se queria que vissem a água do carro, alguns deles não sabem que o sistema é a ar'', diz Silva. ''Comigo também já ocorreu, aí tenho que explicar que não é necessário'', emenda Oliveira.
Apesar das semelhanças, basta uma boa olhada para perceber alguns detalhes que os tornam diferentes como o estilo dos para-choques e a posição do tanque dos combustíveis. Desde seu início até o fim dos anos 1970, o Fusca trazia o tanque protegido por seu capô dianteiro e a partir da década seguinte a peça foi para a lateral do veículo. ''Isso é outra coisa que sempre gera confusão nos postos de gasolina, porque quando chego já querem abrir a frente e eu tenho que explicar que o meu é diferente'', conta Silva.
Como similaridade os dois apresentam o motor 1.500, mas com uma explicação. O veículo 69 teve o motor alterado por seu antigo dono - naquela época Fuscas vinham com motor 1.300. Oliveira decidiu manter a modificação por um melhor rendimento.
Iguais ou diferentes, dependendo do observador, os proprietários são categóricos ao afirmar que não há nada melhor do que ter um Fusca, mesmo que alguns digam que o projeto é simples ou até arcaico. ''Para o bom entendedor, basta uma olhada para saber se aquele carro é bom ou não e também a que época pertence'', garante Silva. ''Não há prazer maior do que poder mexer no Fusca. Isso é até engraçado, porque às vezes começa como uma brincadeira e acaba virando um vício'', completa Oliveira.
Serviço
Evento denominado de ''Fusquiata'' - passeata de Fuscas - está marcado para o próximo domingo, dia 29. A concentração dos participantes será em frente a Prefeitura de Londrina, a partir das 14h30. O percurso deve percorrer os principais pontos da cidade. Em caso de chuva, o evento será cancelado. Mais informações pelo telefone (43) 3348-4880.
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