Projetar um futuro com a modalidade reconhecida é a forma encontrada pelos pilotos para manter acesa a chama da paixão pelas manobras.
Eduardo da Costa Mendonça lembra que o gosto pela prática surgiu quando ainda era um menino e andava de bicicleta com uma turma de amigos. ''De repente fui crescendo e senti a necessidade de trocar pela moto. Hoje faço shows levando as manobras para o público'', relata.
Caminho parecido traçou Edvaldo Araujo do Amaral, que embora tenha se tornado oficialmente piloto de Wheeling há menos de uma década, já se arrisca nas manobras desde os 10 anos. Como ele começou? A resposta está na promessa que seu pai lhe fez: ''Meu pai disse que se eu aprendesse a ligar a motocicleta que tinha me ensinaria a andar. Como ele viajava muito, eu pegava escondido e quando aprendi, avisei que estava pronto'', lembra.
Hoje, Amaral, com 29 anos, começa a ensinar o filho, o pequeno Igor, de seis anos. ''Ele já tem uma moto pequena, mas por enquanto só arrisca manobras na bicicleta. Pretendo esperar que ele cresça mais um pouco para que eu passe a ele o que sei'', projeta, orgulhoso.
Além de ver em seu filho um pouco do futuro do Wheeling, Amaral reforça o papel da modalidade como uma ferramenta para educar as crianças. ''Como todo esporte, essa é uma chance de afastar as crianças das drogas e ocupar a cabeça delas com algo bom. Espero um dia ver a modalidade crescer e ser usada de uma forma social'', diz. ''Também faz parte dos meus planos um dia fazer apresentações com o meu filho, seria um momento de muita alegria'', sonha. (V.F.)

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