A combinação entre carro e dono pode chamar tanta antenção que não há como não olhar. Um clássico Opala - que ficou eternizada como um sedã de luxo da indústria nacional - e, na direção, um jovem com camiseta de banda Heavy Metal. Até aí tudo bem, mas e se o automóvel for cor-de-rosa?
Esse personagem é real, circula com seu veículo pelas ruas de Londrina, e atende pelo nome de Rafael Castro de Faria Ziller. O veículo é mantido na sua cor original, porque segundo ele, trata-se de um marco da indústria automobilística nacional. ''Não sei quantos carros foram produzidos nessa cor (rosa pantera), mas essa produção ocorreu apenas no ano de 1974 e, por isso, se tornou um carro ainda mais raro'', argumenta.
Ziller comenta que ''não tem frescura'' com o automóvel e garante ter um tesouro em casa. ''A cor rosa sempre chama a atenção, além do número de exemplares existentes ser baixo'', diz.
Ser proprietário de um carro como esse exigiu muito esforço de Ziller, que guarda com carinho o apoio recebido do pai - outro apaixonado por carros antigos. ''Meu pai sempre gostou de carros antigos e me ajudou muito a conseguir este aqui. Hoje ele me acompanha em eventos de veículos antigos e continua dando uma força'', comenta.
O automóvel chamou a sua atenção, pela primeira vez, em um site de compra e venda pela internet. De acordo com ele, quando olhou o Opala, a cor chamou sua atenção e por detalhes da fotografia reconheceu o local como sendo Londrina.
A partir daí foram dois anos tentando convencer o então proprietário a vender o carro. ''Dá primeira vez que fui lá, tinha um valor em dinheiro, mas era menos do que a quantia que o proprietário queria'', lembra. ''Então, juntei mais dinheiro e vi novamente o veículo sendo anunciado e passei duas semanas insistindo até que o dono me vendesse'', conta.
Com o carro em mãos, ele diz ainda manter contato com o antigo proprietário e que pretende comprar outros automóveis atingos. ''Ele (antigo proprietário) tem uma garagem de automóveis antigos então estou sempre passando por lá.''
''Quando criança, meu pai tinha um Opala e eu baixava todos os vidros e o vento vinha contra a cara, uma sensação de liberdade que me marcou muito'', argumenta o rapaz, novamente invocando o passado.
Um carro que marcou os tempos de criança, foi desejo de consumo durante a juventude e vai permanecer por muito tempo na família. ''Minha mulher ama a cor e briga comigo se ameaço vender. Pretendo passar ao meu filho'', conclui.

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