Paixão afasta medo de preconceito
As mulheres que optaram há vários anos ou que estão optando agora pela moto como principal meio de transporte não temem o preconceito do trânsito em relação às mulheres e querem mais é dar vazão à paixão pelo veículo. Junto com a questão da economia e da agilidade, elas alegam também como motivo para adotar as duas rodas a liberdade. ''Gosto de mais liberdade aos meus passeios preferidos'', diz Dirce Barbosa, 44 anos, que trabalha com recursos humanos.
Em sua terceira moto desde que aderiu às duas rodas, em 1996, Dirce diz que não tem o menor medo do trânsito. ''Se você anda direitinho, não abusa, não há porque ter medo'', afirma.
Consciência também mostra a engenheira de alimentos Andrea Ditzel, 30 anos, que comprou recentemente a sua primeira moto, uma CG 125 cilindradas. Por ainda não estar muito familiarizada com o veículo, ela diz que ainda anda pouco. ''Sempre gostei de moto e comprei pela paixão e por ser mais econômica. Mas ainda não me considero uma boa motociclista e por isso sou bastante atenciosa no trânsito.''
Em alguns casos as mulheres são levadas a andar de moto justamente pelas mãos de quem costuma criticá-las: os homens. Elisânglea Miranda foi influenciada a pilotar moto pelo namorado. Gostou tanto da idéia que fez o curso e comprou uma moto há quatro meses. ''Meu namorado me influenciou, mas sinto que no trânsito alguns homens olham torto. Não dou a mínima.''
A vendedora Alessandra Cristiane de Oliveira, 27 anos, foi influenciada pelo seu marido. ''Gostei tanto que hoje tenho a minha própria moto.''
A conquista das ruas por parte da mulher deixa as novas motociclistas ainda mais tranquilas para entrar no trânsito. É o caso da promotora de vendas Danieli C. Mendes, 19 anos. Ela está pagando o consórcio de 60 meses de uma moto de 100 cilindradas, mas espera estar com o veículo em mãos até o final do ano. ''Vou dar lance para tirar a moto ainda este ano'', conta, afirmando que já teve uma motoneta de 50 cilindradas.
Para ela, enfrentar as ruas não causa medo. ''É mais um conquista que as mulheres estão tendo. Me sinto tranquila por isso.''
(E.C.R)





