Os prejuízos que os buracos podem causar
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sábado, 13 de agosto de 2011
João Fortes <br> Reportagem Local 
Em muitas cidades brasileiros, os buracos em ruas e avenidas são motivo de reclamação por parte dos motoristas. E não é a toa, nem por puro desconforto. Um simples buraco pode causar estragos em várias partes de um veículo. Tudo vai depender, claro, da velocidade do carro e da proporção de tal buraco.
As peças que mais sofrem são rodas e pneus, pois recebem o primeiro impacto.
O estrago mais comum é o entortamento da roda, o que na maiora das vezes tem conserto. Mas há casos em que somente a substituição resolve.
Já nos pneus os buracos podem causar desgaste desigual da banda de rodagem, rasgos, bolhas e, na pior das hipóteses, a peça pode estourar. ''Na maioria das vezes, quando o pneu é danificado por buraco, a melhor solução mesmo é fazer a troca'', afirma Rodivaldo César Crociare, gerente de serviços da Metronorte Chevrolet.
O impacto sofrido por rodas e pneus pode chegar aos amortecedores e desencadear uma série de defeitos. Um deles é o vazamento de óleo. ''O amortecedor tem um retentor que segura o óleo. Dependendo do impacto, esse retentor é comprometido'', afirma Crociare.
Seguindo uma escala, o prejuízo chega à suspensão, peça à qual os amortecedores são ligados por uma manga de aço. ''Essa manga também pode entortar e, por ser de aço, não tem conserto, já que a única maneira de desentortá-la seria esquentando a uma temperatura muito alta, o que destemperaria o metal'', explica José Carlos Medeiros, gerente de pós-venda da Ópera Peugeot.
Barra de direção
A suspensão pode ter buchas danificadas e uma série de outros problemas. O impacto no buraco ainda desencadeia defeitos na barra e caixa de direção.
Com um orçamento repleto de reparos e trocas, o motorista que teve seu carro prejudicado também precisará gastar com alinhamento, balanceamento e rodízio de pneus.
Evitar totalmente os buracos pode ser quase impossível. Mas alguns cuidados podem, pelo menos, evitar maiores estragos. Dirigir sem muita pressa é um deles. ''Um carro que passa por um buraco a 30km/h vai sofrer danos muito menores do que se estivesse a 70km/h, por exemplo'', afirma Medeiros.
Crociare ressalta que respeitar o limite de velocidade da via já faz grande diferença e que desviar do buraco nem sempre é a melhor opção. ''Dependendo da situação o carro pode até capotar ou bater em outro veículo. O mais viável mesmo é passar pelo buraco, mas bem devagar''.
Alinhamento
Seja por estar acostumados com as condições das vias ou por não perceber nenhuma falha aparente, muitos motoristas passam por buracos com frequência e não dão tanta importância. Segundo o gerente de serviços da Metronorte, muitos clientes só ficam sabendo que o veículo teve problemas com buracos quando levam o carro para fazer alinhamento e balanceamento.
''O alinhamento e balanceamento são feitos a cada 5 mil quilômetros, mas dependendo das condições do carro precisa ser antes. Quando passar em um buraco maior ou que o motorista sinta um grande impacto, é interessante levar na oficina para avaliar a possibilidade de alinhar, balancear e talvez fazer um rodízio de pneus'', recomenda Crociare.


