O setor que acaba sendo mais beneficiado pela prática de recauchutagem de pneus é o de veículos de cargas, como caminhões e máquinas agrícolas. Ailton Muller, proprietário da Londocap Pneus, explica que existem duas técnicas de recapagem: a frio e a quente. Porém, ressalta que é possível recondicinar no máximo duas vezes e as matrizes (pneus usados) não podem ter nenhum tipo de dano na estrutura.
No primeiro caso, Muller explica que a técnica chama-se recape pré-moldado. ''É feito uma raspagem na parte de fora e colocamos um envelope de borracha vulcanizada (que lembra uma câmara de ar aberta) dentro e fora. Na sequência é colocada a borracha conhecida como câmara pré-moldada que irá originar o pneu recapado, que vai para uma câmara onde será processada numa temperatura de 110ºC'', explica.
Muller conta que a segunda alternativa é chamada de ''camelback'', também conhecida como recapagem à quente. O pneu é colocado numa câmara de recauchutagem que atinge temperaturas na casa dos 150ºC. ''A diferença é que no segundo caso a borracha utilizada é crua'', explica.
Quanto ao quesito preço, Muller explica que um pneu novo utilizado em carretas e caminhões (modelos 1100 X 22 e 295 X 80 X 22,5) custa cerca de R$ 1.300. No caso de um recauchutado o valor é de no máximo R$ 700. ''Para transportadoras e empresas que têm frota acaba sendo vantajoso. Como o que mais prejudica a estrutura das peças são o excesso de peso e velocidade, tem que analisar cada caso antes de fazer o recape. Mas para veículos agrícolas, que circulam em estradas de terra é uma boa alternativa'', arremata. (R.O.)

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