Opaleiros formam Clube em Curitiba
Apaixonados por um dos modelos mais consagrados da Chevrolet, eles investem verdadeiras fortunas para equipar seus carros
O piloto esquenta os pneus do Opala mais rápido do Brasil no Autódromo Internacional de Curitiba, onde são realizados os arrancadõesAficionados e visitantes de todas as faixas etárias comparecem ao estacionamento do Parque Tanguá, em Curitiba, para apreciar as raridadesManter as características externas originais é obrigação para os integrantes do ClubePneus com perfil diferenciado e suspensão alterada são modificações obrigatóriasÁtila Carceriri, o presidente do Clube dos Opaleiros
Luciana Peixoto
Especial Carro & Cia
Bom dia opaleiros. Sejam bem-vindos. E para que este dia fique ainda melhor, por favor, leiam estas três simples regras: não promover rachas ou pegas no local do encontro, pois a finalidade é uma confraternização entre os opaleiros; não sair cantando pneus, pois esta atitude poderá implicar na suspensão de nossa autorização; e não sujar o local destinado ao encontro. Esta é a ordem para aqueles que desejam passar a manhã de domingo apreciando os modelos mais consagrados da história automobilística no Brasil.
Em Curitiba, o Parque Tanguá, localizado no bairro Pilarzinho, se tornou o reduto dos aficionados pelo modelo Opala, da Chevrolet. Difícil de explicar, a paixão pelo carro vem acompanhada geralmente de muito capricho e uma dedicação que, aos observadores externos, parecem até meio exageradas, como ir trabalhar a pé ou de ônibus, para o carro ficar bem seguro em casa.
Ainda não oficial, o Clube dos Opaleiros, foi formado há quatro anos por Átila Carceriri e pelos amigos Ângelo Buturi Neto, Alexandre Stanislaw Ciurzynski, e Agenor Scortegagna Júnior. Todos nós herdamos esta paixão de berço. Nossos pais tiveram Opalas e nós acabamos nos apaixonando pelo modelo também, conta Átila, presidente do clube.
Hoje, com 50 integrantes, o Clube que teve origem em descompromissados passeios pela Avenida Batel, transformou-se em uma reunião semanal, com diversão garantida para homens e mulheres em qualquer faixa etária. Com autorização da prefeitura, que deve ser renovada mensalmente, os opaleiros têm seu lugar garantido no estacionamento do Parque Tanguá, que já começa a ficar pequeno para tantas raridades.
Relíquias A começar pelo carro de Átila, um Opala Comodoro 77/78, com ar-condicionado e interior na cor bordô, cada automóvel exposto enche os olhos dos visitantes com a ostentação e imponência que deram origem ao atual Ômega.
Mas além de relíquias como a de Átila, muitas outras como um modelo 78, 4.100 L, 300cv e um Gran Luxo 72/72, original, fazem visitantes e opaleiros trocarem qualquer passeio por uma manhã ensolarada ao lado destas máquinas. E para avistá-las, só mesmo em dias ensolarados, uma vez que todos os proprietários são unânimes e contundentes ao afirmarem que em dias de chuva, nenhum Opala sai da garagem.
Regras No entanto, não basta ter um Opala para fazer parte do Clube, além de assumir o compromisso de manter as características externas do carro originais, o participante não pode fugir das regras de comportamento junto ao grupo. Mais do que imponente e confortável, não há como negar a potência deste modelo, o que, invariavelmente leva seus proprietários a querer exibi-los, dirigindo em alta velocidade, entre outras técnicas de demonstração. No entanto, aqui no parque, nos nossos encontros aos domingos isto não é tolerado, frisa Átila.
Segundo o presidente do Clube, geralmente o opaleiro é admirador dos rachas e, por isso, a categoria já conquistou seu espaço nos arracandões realizados no Autódromo Internacional de Curitiba.
Você Sabia?
- O primeiro Opala, produzido em 23 de novembro de 1968, foi apresentado no Salão do Automóvel em 1969.
- O último Opala a ser fabricado, em março de 1992, foi um Diplomata Chanceler que se encontra em exposição no Museu do Automóvel da cidade de São Caetano, em São Paulo.
- Até 1974, todos os Opalas produzidos eram 4 portas, 2.500 L, com 4 cilindros, ou 3.800 L, com 6 cilindros. Com exceção do modelo cupê, produzido em 1971.
- Um modelo de passeio consome, em média, um litro de combustível para cada quilômetro rodado.
- O Opala equipado para competição, cujo motor é movido a metanol, consome três litros de combustível para percorrer o trecho de um quilômetro.
Fonte: Arquivo pessoal de Átila





