Opala pronto para ser campeão
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domingo, 10 de novembro de 2013
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
É hoje. Se o Cruzeiro vencer o Grêmio e o Atlético Paranaense tropeçar diante do São Paulo, o time de Minas Gerais será campeão brasileiro pela terceira vez em sua história, desde que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) unificou os campeonatos nacionais (1966, 2003 e, agora, 2013). Mas, o que tem isso a ver coma história de um Opala?
Para a família do engenheiro mecânico Hélio Aderne, esse fato é muito importante. Natural de Belo Horizonte e dono de um Opala SS, ano 1978, ele se revela um apaixonado pela equipe da toca da raposa. Tanto é que a cor de seu veículo é azul. "Esse tipo de azul nem era comum aos Opalas e apesar de não ter sido eu quem escolheu, quando o vi não tive dúvidas, tive que comprar", lembra.
O engenheiro segue contando que adquiriu o Opala há três anos, por influência do filho - e também cruzeirense - João Vitor Castilhos Aderne, 6 anos. Cheio de orgulho, o pai revela que sempre incentivou o menino a gostar de veículos. "Quando ele completou dois anos, me pediu um Opala. Comprei uma miniatura. Um ano depois o levei a um evento de Opalas e ele me disse que não queria mais o carrinho e que era a hora de ter um grande", conta, aos risos.
Quando foi pensado pela Chevrolet, o SS possuía um motor seis cilindros que o consagrou entre seus admiradores. Criada em 1971, a linha foi pensada para disputar mercado com os carros esportivos da época. O volante de três raios é um forte indício desta característica competitiva, no entanto, o carro ia além. As rodas também procuravam dar um ar mais esportivo ao carro. E a lataria costumava ter faixas pintadas, o que conferia a ele um design ainda mais diferenciado.
O desenho dos bancos, que lembram os assentos de veículos de corrida, é mais um ponto a ser levado em conta ao se elencar as características esportivas do SS.
Vale dizer, porém, que das peças originais, o automóvel de Aderne só possui o motor, o volante e o câmbio de quatro marchas. "As rodas eu mudei e agora são as mesmas do Opala Diplomata (última linha da marca). Também alterei o escapamento para que o barulho fosse diferenciado, além da cor, que agora é azul", frisa.
Ainda sobre o visual do Opala dos Aderne um outro fator relacionado ao Cruzeiro chama a atenção: os tapetes do veículo têm o escudo do time mineiro bordado em sua lateral.
Para possíveis interessados em comprar um automóvel tão diferente, a notícia não é muito boa e quem passa a informação adiante é o pequeno João Vitor, que já se considera o dono do automóvel. "Só vendo o Opala para o meu pai e para mais ninguém. Vou vender para comprar um outro carro antigo", planeja o garoto.
"Doentes" pelo Opala e pelo Cruzeiro, pai e filho acabaram convertendo a educadora física Nivia Aderne, esposa do engenheiro e mãe de João Vitor.
Um pouco receosa, ela assume que no passado chegou a torcer pelo Atlético Mineiro maior rival da Raposa e ainda que nunca foi muito apreciadora de veículos antigos, exceto Jeep. "Com esses dois não tem jeito. Aprendi a gostar do Cruzeiro e apesar de não ir a encontros estou me acostumando com veículos antigos", confessa.


