Ônibus híbridos começam a operar no Parque Nacional do Iguaçu
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sábado, 12 de outubro de 2013
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Foz do Iguaçu - Os visitantes do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), no Oeste do Paraná, começaram a ser transportados na última semana também em ônibus híbridos movidos a biodiesel e à eletricidade. Com carroceria double deck e vista panorâmica, os cinco veículos adquiridos junto à montadora Volvo custaram R$ 4,5 milhões à Cataratas S/A, concessionária que administra a gestão de visitantes no PNI, e serão incorporados à frota atual, de 13 coletivos.
Segundo o presidente da Volvo Bus Latin America, Luis Carlos Pimenta, o valor dos chamados "hibribus" é 50% superior ao de um ônibus comum. No entanto, a estimativa é que as novas unidades representem redução de até 90% na emissão de gases poluentes, além de economia de aproximadamente 35% no consumo de combustível. "Ele tem um custo superior ao dos ônibus normais, mas muito em função da tecnologia adotada, que visa à questão ambiental, e ao pioneirismo", contou.
A reserva, onde estão situadas as Cataratas do Iguaçu, é a primeira a receber esse tipo de serviço. Desde 2012, porém, 31 híbridos já circulam em linhas comuns de Curitiba. E até o fim do ano, Bogotá, na Colômbia, contará com 200 ônibus. A estimativa da Volvo é fechar 2013 com 250 coletivos produzidos, todos na fábrica da capital paranaense, e 2014 com mais 400. "Há negociações em andamento e estamos trabalhando para que o Brasil tenha um número bem maior até a Copa do Mundo e a Olimpíada. Só não posso adiantar ainda os nomes das cidades", disse Pimenta.
Os ônibus que já circulavam na unidade de conservação transportam em média, 1,2 milhão de passageiros por ano, o que equivale a 80% do total de turistas do parque. Com velocidade que varia de 40 a 60 km por hora, cada veículo faz entre cinco e 15 viagens, a partir do Centro de Visitantes. O trajeto de 12 quilômetros inclui paradas nas estações Poço Preto, Macuco Safari, Hotel das Cataratas e Porto Canoas, que é o ponto final.
Conforme o contrato assinado, a montadora se compromete a oferecer à concessionária, além do chassi, a manutenção do veículo, o que inclui troca de óleo, reparos mecânicos e, se houver necessidade, trocas de bateria.
"Nós cobramos muito uma atitude ambiental das pessoas que visitam o parque. E hoje podemos oferecer um veículo que vai proporcionar mais qualidade de visitação, em função de que vai produzir menos ruído e emitir menos gases", afirmou o chefe do PNI, Jorge Pegoraro.
De acordo com ele, a intenção agora é fazer um monitoramento e comparar o ônibus comum com o movido à eletricidade e diesel, "exatamente para apontar os ganhos que a natureza vai ter".
Como funcionam - Com carroceria da Marcopolo e chassi da Volvo, os "hibribus" têm dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O elétrico é utilizado para arrancar o veículo e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora, enquanto o a diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor a diesel fica desligado.
"Existem outras tecnologias híbridas elétricas, já há muitos anos. É aquilo que a gente chama de híbrido em série, em que o motor a diesel trabalha o tempo todo para carregar baterias. No nosso caso, a tecnologia é híbrida paralela, desenvolvida pela própria Volvo. O motor a diesel trabalha em conjunto com o motor elétrico e não participa das arrancadas; só desliga na parada", explicou o presidente da Volvo Bus Latin America.
* A repórter viajou a convite da Volvo


