Os primeiros passos em relação aos veículos elétricos já estão sendo dados. Com vistas no consumo sustentável de energia, a empresa sueca Volvo produz, desde o final do ano passado, ônibus chamado de ''híbrido em paralelo'', por utilizar dois motores: um elétrico e outro movido a óleo diesel, que funcionam paralelamente ou de forma independente.
O veículo, de chassis 7700 Hybrid, já foi testado em Curitiba no mês passado, onde fica a sede da Volvo no Brasil. O ônibus realizou o trajeto da linha Interbairros II por três semanas. Em São Paulo, o ônibus iniciou os testes nessa semana e deve prolongá-lo até o início do ano que vem. O motor elétrico é acionado na partida para dar arranque ao ônibus e acelerá-lo até os 20 km/h. Depois disso, é o motor a diesel que entra em funcionamento. Nas paradas, o motor elétrico volta a ser acionado.
O presidente da empresa, Luis Carlos Pimenta, explica que a maior parte dos investimentos da matriz no desenvolvimento do ônibus foi direcionada a arranjar uma maneira com que o veículo, por funcionar em parte com motor elétrico, ''não precisasse ser plugado na tomada''. ''O grande gasto foi conseguir um veículo que produz a própria energia elétrica'', afirma.
Durante as frenagens, o calor nas pastilhas de freio gera energia para carregar as baterias. ''Até 76% da energia perdida na operação de um ônibus é na frenagem, por meio do calor nas pastilhas de freio'', explica Fábio Lorençon, engenheiro de vendas da Volvo Bus Latin America.
Economia e redução de emissões
Segundo pesquisas da empresa, os ônibus urbanos permanecem parados durante metade do seu tempo de operação. Dessa forma, o motor diesel fica desligado nesse período, gerando uma economia de 35% de combustível e consequente redução de 80% a 90% na emissão de gases poluentes. Nos ônibus híbrido, o motor a diesel ficou 40% menor com relação aos motores convencionais, uma vez que atua em conjunto com o motor elétrico. Além disso, é compatível com o biodiesel.
Outro diferencial é a redução de ruído quando o motor elétrico está funcionando, contribuindo também para a redução da poluição sonora. ''As pessoas não estão acostumadas com o veículo que desliga totalmente (o motor diesel). Na parada, fica aquele silêncio total. As pessoas reagiam como se o ônibus estivesse com problemas'', diz Lorençon, sobre os testes realizados em Curitiba.

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