Onde os fracos não têm vez
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domingo, 04 de janeiro de 2015
Cecília França<br>Reportagem Local 
No momento em que o mercado de veículos se rende a modelos aventureiros, com inspirações off road, dirigir um verdadeiro utilitário nos lembra que não basta a roupa, deve-se ter aptidão para enfrentar variados terrenos. Criadas para o trabalho, as picapes conquistaram o público urbano e ganham cada vez mais conforto e potência. Líder em vendas, a S10 acaba de estrear o primeiro motor flex com injeção direta de combustível do segmento e aposentar o antigo bloco 2.4 Flexpower, de 147 cv de potência, nas versões LT (intermediária) e LTZ (de luxo). Agora, ambas vêm equipadas com motor Ecotec 2.5 de até 206 cv.
Testamos a versão 4x4 da LTZ cabine dupla - cedida à reportagem pela concessionária Metronorte - em variadas situações: na estrada, na cidade e na terra. Antes mesmo de avaliar o desempenho, fomos conquistados pelo conforto da cabine, reforçado pelos bancos cinzas de couro e pelo eficiente isolamento acústico.
A picape também vem equipada com piloto automático, rádio com CD/DVD player e navegação por GPS, MP3, bluetooth para emparelhamento do smartphone e entrada mini-usb, rodas aro 17", lanternas traseiras em LED, estribos laterais e rack de teto. Acabamento refinado, com detalhes cromados e em black piano, o design moderno do sistema multimídia e do ar condicionado automático reforçam o luxo pretendido pela marca.
A posição de dirigir é um caso à parte nas picapes. Por menor que seja o motorista, a altura em relação ao solo propicia uma indiscutível sensação de segurança e visibilidade sem igual, beneficiada pela regulagem elétrica do banco do motorista. Ainda assim, em nenhum momento nos sentimos pilotando um veículo de tão grandes dimensões, diante da facilidade em realizar manobras.
Mas impulsionar a gigante de mais de 5,3 metros exige força. O ajuste do pesado câmbio manual de seis velocidades mostrou-se um pouco difícil, especialmente, entre a segunda e a terceira marchas, porém, pode ser apenas falta de costume de motorista de hatch 1.0. O motor mais potente e o torque reforçado melhoraram o desempenho e as retomadas são tranquilas.
Chama a atenção, tanto do motorista quanto dos passageiros do banco traseiro, a ausência de trepidação dentro da cabine. Dizer que não sentimos a caçamba vazia seria exagero, uma vez que os obstáculos da zona urbana acabam por enfatizá-la, no entanto, foram momentos raros e longe de causar incômodos.
A linha 2015 da S10 oferece 14 configurações. No total, são duas opções de carroceria (simples e dupla), duas de tração (4x2 e 4x4), três de transmissão (manual de cinco ou de seis e automática de seis marchas), três de acabamento (LS, LT e LTZ) e três de motorização (2.4 flex, 2.5 flex SIDI e 2.8 Turbodiesel). O antigo motor 2.4 Flexpower permanece apenas na versão de entrada, LS.
A partir de R$ 78.800 é possível adquirir uma S10, mas a versão testada (LTZ 2.5 flex com tração 4x4) é vendida a partir de R$ 104.300.


