Ofício de pai para filho
Alexandre Moraes herdou do pai a paixão pelo mundo dos carros antigos. Técnico de elevadores, Kemal Luiz de Moraes montou uma oficina só para mexer com velharias pensando numa futura aposentadoria. Há 12 anos na ativa, a oficina já deu vida nova a Mavericks, Camaros, Impalas, Thunderbirds e Simca Chamborns.
O primeiro desafio de pai e filho foi reformar um Mercury Cougar XR7, de 1967, uma espécie de pai do Mustang para os americanos. ''Tudo começou deste carro, quando meu pai ainda estava vivo'', recorda. Ele explica que o carro foi desmontado e refeito inteiro. ''Só não tem como pleitear placa preta. Foi transformado em Hot Wheels. Mas falta colocar algumas peças que só tem nos Estados Unidos para finalizar'', conta Moraes.
O mundo dos carros antigos, apesar de movimentar vultuosas quantias em dinheiro, não é vantajoso em termos de negócio. Moraes explica que a paixão pelas relíquias é o que acaba prevalecendo. Mas mesmo assim consegue atender clientes de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. ''Tudo por intermédio de amigos. Um vai falando para o outro no meio dos colecionadores'', explica.
Na capital paulista está localizada a maior oficina de restauração do Brasil. Moraes informa que a Batistinha Garage, que pertence ao ex-piloto de Stock Car Fernando Baptista, trabalha focado não apenas em deixar o carro em condições de tirar a chapa preta, mas também com customização.
''Foco em negócios pequenos porque quero manter a qualidade. Mas há mecânicos e oficinas como o Batistinha com capital tão grande que permitem fazer entre 40 e 50 restaurações de carros por mês'', exemplifica.
Quanto ao seu nicho, Moraes prefere atender em pequenas quantidades e prioriza a busca pela placa preta. ''Tento deixar 100% original. Quanto mais bem feito o carro, mais valor ele agrega'', conclui. (R.O.)





