Oficinas recuperam pára-brisa trincado
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sábado, 21 de julho de 2001
Maigue Gueths De Curitiba 
Uma pedra que bate no vidro ou mesmo o choque térmico entre o ar condicionado ligado e o ar frio externo. Lá se vai o pára-brisa do carro. Para um veículo popular, como o Gol, esse contratempo pode significar um gasto de até R$ 400,00. Nos carros importados, o prejuízo pode chegar a até seis vezes mais, como é caso do Land Rover, cujo pára-brisa custa R$ 2,6 mil.
Quando o vidro é muito afetado, não há outra opção a não ser trocar o pára-brisa por um novo. Mas em casos de trincados de até 40 centímetros, os motoristas têm a alternativa de consertar o estrago com um custo bem menor e qualidade garantida. Tratam-se de técnicas para reparação de trincas em pára-brisas, a partir da utilização de resinas químicas.
Quem já se utilizou desses serviços, garante que o resultado é satisfatório. Em trincas pequenas, praticamente nem se percebe o conserto. Já em estragos mais extensos o reparo pode deixar uma marca, semelhante a um fio de cabelo. O resultado é de 90% no quesito estética e de 100% na segurança, garante João Soares, proprietário da Glas Weld Brasil, pioneira em Curitiba no ramo, funcionando desde 1993 como uma franquia de uma empresa norte-americana.
As empresas garantem que, antes de efetuar o serviço, avaliam a relação custo-benefício para o dono do veículo. Há casos em que a reparação não é recomendada. Trincas muito grandes ou com múltiplas fraturas podem resultar em marcas no vidro, além de encarecer o serviço. Sujeira no local também pode prejudicar a transparência do vidro após o conserto. Quando há fraturas na altura de visão do motorista, as lojas também não aconselham o reparo, o que pode comprometer a visibilidade.
Em Curitiba, existem pelo menos três opções de técnicas: norte-americana, austríaca e inglesa. Apesar das nacionalidades diferentes, o método é semelhante. A diferença básica está na quantidade e no tipo de resinas empregadas, explica Valdir Ribas Junior, propretário da Di Auto.
A reparação de trincas no pára-brisa é bem parecida à restauração de uma cárie de dente. Primeiro, os técnicos usam brocas especiais para fazer um furo na extremidade da trinca, evitando, assim, que a rachadura se espalhe. É feita a limpeza, retirada dos cacos e desumidificação do local. Em seguida, aplicam-se as resinas. Depois, é aplicado um raio ultravioleta, para fundir as resinas ao vidro. Por último, a superfície é polida.
O tempo de trabalho é proporcional ao tamanho do estrago, podendo variar de 20 minutos a até três horas. O custo também segue a mesma lógica. O conserto de uma trinca pequena, do tipo estrelinha fica em cerca de R$ 40,00, enquanto uma rachadura de 50 centímetros pode chegar a R$ 120,00.
O valor do conserto é igual para carros nacionais e importados, já que ambos têm vidro duplo intercalados por uma camada de silicone. A diferença está no custo das peças. Um pára-brisa de uma BMW custa aproximadamente R$ 2 mil, enquanto pe feito, em média, por R$ 100,00.
Além do conserto, as lojas também fazem serviço de polimento do vidro, para retirar marcas produzidas por palhetas do limpador de pára-brisas, arranhados de escovas e vassouras ou sujeiras. Outro serviço para melhorar a visão dos veículos é a cristalização do pára-brisa, que consiste na aplicação de uma resina para repelir a água. O custo do polimento gira entre R$ 70,00 a R$ 120,00 e pode levar até cinco horas de trabalho. Já a cristalização custa R$ 5,00.


