O último dos GTBs
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domingo, 17 de novembro de 2013
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
Uma marca tipicamente nacional, com requintes esportivos dignos dos grandes carros estrangeiros. Assim pode-se descrever a Puma. O primeiro protótipo surgiu em 1964, projetado por Rino Malzoni. Já em suas primeiras participações em eventos de velocidade, o modelo sagrou-se campeão, o que motivou o início da sua produção em maior escala.
Dentre as diversas linhas desenvolvidas pela Puma, uma das mais marcantes, se não a que mais atrai colecionadores, é a GTB. Sua fabricação teve início em 1974 e perdurou até 1991.
Para os aficionados em antigomobilismo, possuir um dos primeiros ou um dos últimos modelos de uma marca vale muito. Pensando nisso, o engenheiro mecânico Mario Szpoganicz de Oliveira comprou, há cerca de dez anos, um Puma AMV 4.1 1989, da terceira e última linha dos GTB e que marca o fim do uso da plataforma GM seis cilindros pela montadora nacional. "Dos Pumas chamados de grandes ele é o mais raro. Possui em sua dianteira a saia que chamamos de limpa trilho", explica.
Segundo Oliveira, foram produzidas entre 1988 e 1991 cerca de 140 unidades do modelo. Um número reduzido, que aumenta ainda mais o preciosismo do veículo. O AMV de Oliveira é o número 40 da série. Apesar da pouca idade, apenas 24 anos de fabricação, o automóvel já pode ser considerado um clássico.
Com o carro todo original, Oliveira garante que não pretende vender o veículo e aguarda ansioso pelos pouco mais de cinco anos que faltam para tornar o AMV um legítimo placa preta, o que reforçaria ainda mais a raridade de seu automóvel.
Dono de um design futurista e uma lataria na cor cinza, o AMV, do engenheiro mecânico possui ainda direção hidráulica, bancos de couro Recaro - os mais utilizados pelos esportivos entre o final dos anos 1980 e meados dos 1990 -, além de ar-condicionado. "O rádio que eu utilizo também é de época. Quando comprei não era, mas fui atrás de fazer a troca para preservar a originalidade", cita o colecionador.
Sobre a mecânica, vale lembrar que os freios possuem válvula equalizadora, tecnologia utilizada pela Puma pela primeira vez na última geração do GTB. Mais uma curiosidade sobre o modelo AMV se refere à pintura interna, que também pode ser encontrada nos tons caramelo ou azul.
Levando em conta todas essas características, o Puma poderia ser considerado moderno para os padrões da época. No entanto, seu proprietário reconhece que os carros atuais, mesmo os convencionais, costumam ser mais confortáveis que o esportivo. Mas engana-se quem pensa que é uma queixa. "Nada é mais prazeroso do que poder dirigir um carro antigo como esse. E se for Puma, então, melhor ainda", diz.
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