O mar está para aventuras e diversão
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 2014
Emanuelle Spack <BR>Especial para a FOLHA 
No verão, apaixonados por barcos, lanchas, jet skis e outras embarcações têm oportunidade de praticar seu esporte e lazer preferidos à vontade, pois se juntam dois ingredientes maravilhosos: verão e férias. Tanto que a Capitania dos Portos do Paraná percebe um aumento na procura por licenças para pilotar esses veículos. Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Francisco Dantas de Almeida Filho, no verão, como o movimento de pessoas que buscam autorização aumenta, é preciso esperar mais tempo pela emissão da carteira. Entre a entrada da documentação, a realização da prova e a liberação da habilitação são cerca de 15 dias. Fora da temporada, o prazo cai para dez dias.
Assim como existem as leis de trânsito, a prática náutica também conta com sua legislação. De acordo com o capitão, a habilitação dos amadores será comprovada por meio da Carteira de Habilitação de Amador (CHA) e constará no Sistema Informatizado de Cadastro do Pessoal Amador (Sisama), nas seguintes categorias: arrais-amador, capitão-amador, mestre-amador, motonauta e veleiro.
Em embarcações a motor, o navegador deverá ter idade superior a 18 anos e habilitação mínima de arrais-amador. "Na Capitania, o usuário que tiver interesse em habilitar-se como arrais-amador paga uma taxa de R$ 40, tendo que apresentar junto ao seu requerimento o comprovante de pagamento, documentos e o atestado de embarque, que comprova a realização da aula prática. O modelo de requerimento está no site da Capitania dos Portos do Paraná", relata Almeida Filho. No site da Diretoria de Portos e Costas (www.dpc.mar.mil.br) é preciso procurar o link Guias de Recolhimento da União (GRU). Ali pode ser impressa a GRU.
Cursos
Todas as pessoas que desejam ou necessitam pilotar uma embarcação, proprietários ou não, precisam de habilitação. O primeiro passo é procurar uma escola de formação para piloto de embarcações, que oferece cursos e consultoria.
"O curso de motonauta é para quem deseja pilotar jet ski, arrais-amador para embarcações de águas interiores como baías, rios e lagos e mestre-amador para alto mar", explica Roald Andretta, coordenador da Escola Loba do Mar, de Curitiba. Os valores ficam entre R$ 800 e R$ 950 com aulas teóricas e práticas. Todas as provas acontecem na Capitania dos Portos da região de atuação do aluno.
Segundo o coordenador, o perfil das pessoas que procuram por esses serviços varia bastante. "Desde pescadores de embarcações mais simples, até os jovens que adoram pilotar jet ski, passando por empresários que gostam de barcos para pescar em alto-mar ou fazer passeios", diz Andretta.
Opções
Para os marujos iniciantes, nas lojas que atendem o universo náutico não faltam opções de embarcações. São vários tipos, preços, tamanhos e funções. A maioria também oferece grande variedade de acessórios e presta ou indica uma boa assistência técnica. Os preços dos barcos variam de acordo com o tamanho, motorização e acessórios. Atualmente, um dos modelos mais vendidos em algumas lojas de Curitiba é a Phantom 300, uma embarcação a partir de R$ 350 mil.
Edivaldo Vedan, sócio-proprietário e diretor comercial da Nautipar, trabalha com representação de barcos de alto valor - entre R$ 1,8 milhão e R$ 29 milhões. Seus clientes são empresários dos mais diversos ramos, como médicos, advogados, banqueiros, artistas e jogadores de futebol e o que mais os atrai é o privilégio de ir a locais diferentes que só um barco consegue chegar. "Esse tipo de embarcação é a extensão das suas residências. Nesses locais se forma um novo grupo de amigos e quando se compra o primeiro barco, a tendência é só crescer no tamanho", afirma Vedan.
Luiz Carlos Tramontini, 53 anos, publicitário em Curitiba, é apaixonado por mar, pesca e pelo prazer de navegar. Ele tem barco há 16 anos. "Como eu sempre gostava de pescar, um amigo comprou um barco e me chamou para ir pescar e passear. Eu adorei e a partir desse momento decidi comprar o meu próprio barco", comenta. Atualmente, Tramontini é proprietário de uma lancha Phantom 290, de 29 pés, com capacidade para dez pessoas. A manutenção é cara, tem que polir, deixar em uma garagem e sempre cuidar do motor e casco, mas o prazer que o investimento proporciona não tem explicação.
"Você pode ir onde ninguém vai, conhecer lugares onde só é possível chegar de barco. Dentro dos limites da água você pode ir próximo de uma ilha e pernoitar com sua família", comenta o publicitário, que navega em alto mar e baías tanto para pesca como passeios com a família.


