O GLA chegou ao Brasil em setembro, ainda importado. Em 2016, no entanto, ele será produzido na fábrica brasileira da Mercedes, que está sendo erguida em Iracemápolis (SP). Esportivo desde a primeira encarada, ele agrada no design, na direção e na fartura de equipamentos, especialmente na versão 200 Vision, testada pela FOLHA em parceria com a Divesa Veículos.
Classificado pela alemã como o caçula da família de SUVs (sigla em inglês para utilitário esportivo), ele guarda na estrutura características que o aproximam de um crossover, como a baixa altura em relação ao solo, a posição esportiva de dirigir e a ausência de tração 4x4. Mas os dois segmentos vêm mesmo se confundindo no Brasil nos últimos tempos.
O GLA possui a grade dianteira reforçada, característica dos SUVSs da marca, é largo, musculoso e tem amplas saídas de ar. Os faróis, integrados ao veículo, possuem máscara preta e luzes de uso diurno em LED, que criam uma bela assinatura luminosa. A linha que sai do farol e segue até a caixa de roda traseira confere uma sensação de movimento.
Para dar partida no GLA não existe botão, sistema comum em seu segmento. A chave precisa ser girada e isso aumenta a sensação de controle sobre o veículo. Um detalhe que faz, sim, diferença. A esportividade está presente em outros detalhes, como nas rodas aro 18, na posição baixa de direção e nas cinco aberturas do ar condicionado em formato de turbina. As costuras brancas duplas nos bancos de couro preto também reforçam essa percepção.
Os materiais de alta qualidade expressam o cuidado com o design interior. Há detalhes cromados, foscos, brilhantes e em black piano. O acabamento do teto é preto e, na versão testada, destaca-se o teto solar panorâmico, com abertura total por comando elétrico. As portas também são revestidas em couro, bem como o volante, que oferece um encaixe perfeito para as mãos.
A alavanca do câmbio automático de sete velocidades fica na coluna de direção e, no início, causa certa estranheza. Por algumas vezes nos vimos tateando no console central em busca da manopla, mas nada que o tempo de uso não tenha resolvido. Há, ainda, opção das borboletas, posicionadas atrás do volante e que contribuem bastante para a sensação de esportividade.
O banco do motorista tem ajustes automáticos em todas as direções. Na porta, a representação de um banco indica o botão certo para o ajuste de cada parte (assento, encosto, encosto para cabeça). É possível inflar ou esvaziar a lombar e memorizar até três posições. O banco do passageiro é manual. Os traseiros podem ser totalmente rebatidos, o que praticamente dobra a capacidade de carga do GLA de 421 para 836 litros.
São três as versões do GLA: 200 Advance, 200 Vision e 200 Vision Black Edition. Os preços começam em R$ 132,9 mil e alcançam R$ 152,9 mil. A versão testada tem preço de tabela de R$ 149,9 mil. O GLA tem como principal concorrente o BMW X1, mais antigo no mercado, e não visa representantes mais robustos do segmento, como Range Rover Evoque. Para ele, a Mercedes tem outros representantes igualmente mais fortes.

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