A cena é conhecida da maioria dos motoristas. Basta parar com o carro no posto de combustível para o frentista perguntar: ''Quer que olhe a água?'' Em geral, se o nível do radiador está baixo, o funcionário completa o que falta com água pura e recebe sua gorjeta. Mas o que parece inofensivo e até cuidadoso, pode gerar problemas futuros.
O alerta é de Maurílio Berbel, supervisor de vendas da STP/Petroplus. ''Se sempre completar só com água, vai ter uma hora que só vai ter água no sistema e o carro pode ter problemas'', destaca. Neste caso, o líquido pode enferrujar e tornar-se corrosivo. O especialista recomenda que a reposição seja feita com um produto específico para completar o nível, como o All Season Plus da Petroplus, que contém a proporção certa entre aditivo e água.
Mas os cuidados com o sistema de arrefecimento devem ser constantes. O nível do reservatório deve ser verificado semanalmente com o motor frio. Em geral, as montadoras recomendam a troca completa do líquido de arrefecimento a cada 30 mil km ou um ano, sempre colocando 50% de aditivo, como o Petroplus Aditivo para Radiador, e 50% de água. Sem o aditivo na proporção certa, a água evapora mais rapidamente, além de enferrujar a válvula termostática e a bomba d'água. ''No caso da perda da bomba d'água, os gastos podem ficar em torno de R$ 500,00 nos carros mais simples ou chegar a R$ 2 mil nos mais luxuosos'', explica Berbel.
Outro cuidado é fazer a limpeza de todo o sistema, e não apenas do reservatório. Existem produtos específicos, como o Petroplus Limpa Radiador, que podem ser utilizados para remover a ferrugem e sujeira do sistema. Neste caso, o produto deve ser colocado na água suja, o carro deve ser ligado e, depois que a ventoinha é acionada, o motor deve funcionar por dez minutos.
Então após tirar todo o líquido e a sujeira, recomenda-se uma lavagem com água limpa antes de colocar o aditivo e a água; a proporção vem indicada no frasco do produto. ''Na troca, é ideal lavar o sistema para receber o tratamento limpo'', ensina Berbel.
O sistema de arrefecimento tem a função de manter a temperatura ideal do motor, evitando que ele trabalhe muito quente ou muito frio. Sem o tratamento adequado e o uso de produtos de boa qualidade, os estragos podem ser grandes. Em caso de superaquecimento, por exemplo, a junta do cabeçote pode queimar e o motor pode até fundir. Os gastos com retífica podem chegar aos R$ 10 mil. O sistema que não trabalha com a temperatura ideal também gera desgaste prematuro de peças e elevação do consumo de combustível. ''É mais barato fazer a manutenção preventiva que a corretiva'', diz o supervisor de vendas da STP/Petroplus.

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