Os amantes do fora da estrada têm um bom motivo para comemorar e desembolsar aquela poupuda verba guardada a sete ou mais chaves. A Chrysler do Brasil inicia a comercialização de toda a sua linha Jeep - Wrangler, Cherokee e Grand Cherokee - no mercado nacional. As principais novidades são os modelos Wrangler e Cherokee, que já estão à disposição do consumidor.
A empresa iniciou suas vendas no País em julho do ano passado. Nesse período comercializou um total de 6.238 unidades, dos quais 3.475 apenas nos primeiros cinco meses deste ano. A meta da Chrysler é vender 10 mil automóveis até o final deste ano. A marca Jeep deve representar 50% desse total. Basta dizer que o Jeep Grand Cherokee - único veículo da linha Jeep que era comercializado até agora - respondeu, sozinho, por 26% das vendas entre janeiro e maio, atingindo 898 unidades.
Hoje a Chrysler conta com 12 revendedores - No Paraná é a Carway - Fone (O41) 332-5252. Esse número deve chegar a 25 até o final do ano (Londrina deve ganhar uma revenda). A empresa irá investir US$ 565 milhões na construção de duas unidades industriais no Paraná - US$ 315 milhões na fábrica da pick-up Dakota e US$ 250 milhões na parceria com a BMW, para a produção de motores.
As obras para a contrução da fábrica em Campo Largo devem começar em dois meses. Deverá entrar em operação no segundo trimestre de 98 e as primeiras unidades devem sair da linha de montagem no segundo semestre do próximo ano. A fábrica terá capacidade para produzir 12 mil unidades da Dodge Dakota por ano. Mas poderá, no futuro, colocar 40 mil unidades/ano no mercado.
Diversos fornecedores estão acompanhando a Chrysler no Mercosul. O primeiro é a Detroit Diesel, que se instalará em Curitiba e fornecerá o motor diesel VM turbotronic para a Dakota e o Jeep Cherokee que será fabricado na Argentina. A fábrica em conjunto com a BMW será instalada em Campo Largo e deverá produzir 400 mil motores (200 mil para cada marca) 1.4 e 1.6 litro.
A história do Jeep começou em 1938, com um comunicado do exército norte-americano para todas os fabricantes de veículos. O exército queria ‘‘um veículo leve para atividades de reconhecimento de terreno’’.
A Bantam Car apresentou os primeiros protótipos. Ford e Willys-Overland trabalharam em cima da idéia e apresentam novos modelos. O peso fez com que o Exército norte-americano se decidissse pelo veículo da Willys, com 979 kg, mas com alguns recursos da Ford e Bantam.

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