Número de argentinos aumentará
Os carros fabricados na Argentina já são uma presença comum nas ruas do Brasil, mas a tendência é que a variedade de modelos aumente nos próximos anos. Novos lançamentos de veículos platinos em solo brasileiro já estão previstos.
A única montadora nacional que atualmente não comercializa nenhum carro fabricado na Argentina, a Fiat, a partir de julho deixa de ser exceção com a chegada do Siena - a versão sedã da linha Palio. A Fiat já tinha vendido no país o Duna, o Prêmio argentino, em 1995, mas que era produzido na fábrica da Sevel, que também fabrica carros da Peugeot. Agora, o Siena virá de uma unidade industrial da própria Fiat, construída na região metropolitana de Buenos Aires.
Além do Siena, a marca já estuda a transferência da produção do Mille SX do Brasil para a Argentina para permitir o aumento da fabricação do Palio em solo nacional. Mas os novos platinos não páram por aí. A Chrysler já iniciou a produção do sport utility Grand Cherokee nos pampas e, a partir de agosto, começa o envio do modelo para este lado da fronteira. E no próximo ano é a vez do Cherokee fazer o mesmo caminho.
Ainda no final deste ano, outra marca que reforçará suas fileiras com novos modelos argentinos será a Renault. A empresa lançará a linha Mégane no Brasil com veículos feitos em sua fábrica em solo platino. De lá sairão os modelos hatch de cincoportas e o sedã, denominado Classic.
As linhas de montagem argentinas são a opção mais simples para ajudar as montadoras brasileiras a ampliar a produção a curto prazo. É mais rápido e mais barato reestruturá-las do que fazer novas fábricas. Por isso, quando a Ford precisou de espaço para fabricar o Fiesta e o Ka no Brasil, transferiu a produção dos outros modelos para o vizinho. Com isso, em 1996, a Ford trouxe da Argentina 47.200 carros.
Já a GM, que anda com suas fábricas trabalhando no limite, deixa a cargo da filial platina a produção das pick-ups grandes - antes a Série 20 e, agora, a Silverado. Em 1996, a GM argentina enviou 12.800 veículos para o Brasil. A Volks, que também procura espaço para aumentar a produção do seu campeão Gol, encontrou na Argentina uma maneira de reforçar a linha, no ano passado, em 28.600 carros.





