Os lançamentos recentes da Nissan têm o claro objetivo de elevar a participação de mercado da montadora no Brasil. O grande interesse pelo público brasileiro foi reafirmado com a recente inauguração da primeira fábrica da marca no País, em Resende (RJ). A intenção é ampliar o market share atual de 2,1% para 5% até o final de 2016 e o novo Sentra tem papel de destaque nessa estratégia. Em Londrina, o sedã médio vem ajudando a concessionária Nicenter a manter sua participação de mercado acima da nacional, em 4,7%.
Nacionalmente, o Sentra é o quarto mais vendido em seu segmento, atrás dos compatriotas Corolla e Civic, e do Cruze. Até agosto, foram emplacadas 9.117 unidades do modelo, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ycaro Martins, gerente comercial da Nicenter, destaca o custo-benefício como diferencial do Sentra.
"Além da qualidade japonesa, ele tem um preço muito bom; levando em conta o pacote de acessórios é o mais barato da categoria e, não à toa, foi apontado como melhor compra pela Auto Esporte (revista especializada)", afirma. Para Martins, com exceção dos jovens solteiros de até 25 anos, o sedã supre as necessidades de todos os tipos de público.
"Acho que, de um modo geral, o carro atende os clientes em todos os aspectos", defende o gerente comercial. O Sentra é vendido em três versões: S, SV e SL. O preço de entrada, R$ 64.090 (de acordo com o site da marca) é mais acessível que o dos principais concorrentes. Para o topo de linha, testado pela reportagem em parceria com a Nicenter, começa em R$ 75.990.
Externamente, o design moderno do sedã se destaca pela linha ressaltada que percorre cada uma das laterais, ligando as lanternas dianteiras e traseiras. O painel, definido como elegante pela marca, segue a linha "clean". Números e detalhes em branco favorecem a visualização das informações, mas desapontam quem gosta de muita luz e cor.
Os materiais de qualidade acima do painel, em torno da tela multimídia e da caixa de câmbio reforçam o conceito de elegância do sedã. E são diversos materiais e texturas, sendo que os cromados se localizam nas maçanetas, entorno dos botões e na logo no centro do volante revestido em couro – que, aliás, tem excelente empunhadura e traz botões para controle do rádio e telefone. O teto solar é acionado com dois toques em um botão logo acima do retrovisor interno.
A chave com sensor de presença deve estar dentro do veículo, mas a partida dá por meio do botão start/stop. Basta pisar no freio, acioná-lo e aproveitar. Foi o que fizemos.

NA DIREÇÃO
Nas três versões, o Sentra conta com motor 2.0 16 V flex, entrega 140 cv a 5.100 rpm e tem 20 kgfm de torque a 4.800 rpm. Na versão de entrada, a transmissão é manual de seis velocidades e nas outras outras duas, automática CVT sem relações de marchas.
O ar-condicionado automático e digital de duas zonas torna agradável o ambiente dentro da cabine e o sedã oferece entrada USB, para MP3 e para iPod, que podem compor um eficiente sistema de som com os seis alto-falantes. E o isolamento acústico da cabine permite aproveitar ao máximo essa eficiência, mesmo quando em altas velocidades.
A suspensão permite passar sem problemas pelas inúmeras imperfeições das ruas. Não chega a ser uma direção instigante, mas é segura, perfeita para quem busca equilíbrio – outra especialidade dos japoneses.

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