Novo Q7 simboliza conceito de construção inteligente
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domingo, 31 de janeiro de 2016
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
São Paulo Lançado há dez anos, o Audi Q7 foi totalmente modificado pelos engenheiros da montadora alemã e chega ao País em 2016 com design e mecânica de última geração para atender um mercado cada vez mais crescente no mundo, o de utilitários esportivos. SUV de luxo, o Q7 será vendido por aqui em versão única Ambition, com preço sugerido de R$ 399.990.
Segundo Gerold Pillekamp, responsável por marketing do produto da Audi do Brasil, um time de pensadores conseguiu diminuir o carro exteriormente, sem causar prejuízos para o espaço interno. As proporções do novo Q7 estão mais esguias: com 5,05 metros de comprimento, distância entre-eixos de 2,99 m, 1,97 m de largura e 1,74 m de altura. O carro é 37 milímetros mais curto e 15 mm mais estreito, enquanto a altura permaneceu quase a mesma.
A resposta para a "mágica", explica Lothar Werninghaus, consultor técnico da Audi do Brasil, está no uso de materiais mais leves e resistentes, como alumínio e aço de alta resistência, que deixaram o veículo 325 quilos mais leve em comparação ao modelo 2006. Tal modificação confere mais rigidez e menos peso de carroceria, além de eficiência ambiental, economia de combustível e dirigibilidade ao Q7.
O motor também mudou, deixou de ser V8 e passou para um V6 3.0 TFSI, 28% mais econômico. O sistema start-stop 2.0 é de série. "Quando o carro atinge 7 km/h, ele desliga o motor antecipadamente, antes que a parada seja completa, proporcionando pequenas economias no consumo de combustível", informa Pillekamp.
Sua potência é de 333 cv e o torque máximo, de 440 Nm, disponível entre 1.250 e 5.000 rpm. "São 20 cavalos a mais e o mesmo torque do modelo anterior", reforça Werninghaus. Com tração integral permanente quattro, associada à transmissão automática Tiptronic de oito marchas, o maior SUV da Audi acelera de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos. A velocidade máxima é de 250 km/h.
Além do "coração" mais potente e econômico, o Q7 traz "músculos" esculpidos de forma harmoniosa, com linhas horizontais que abraçam todo o carro e salientam a largura do SUV. "As linhas horizontais são mais largas e uma linha trapezoidal na frente e atrás confere mais esportividade ao carro", completa Pillekamp, destacando que as portas são rebaixadas e se sobrepõem às soleiras e na parte inferior, frisos trazem os logotipos quattro em relevo.
Internamente, como em um sedã de luxo, o uso de diferentes materiais cria contrastes, sendo que os compradores podem optar por quatro cores de couro - preto, cinza, bege ou marrom - para revestimento dos bancos e de detalhes do acabamento, destaca Pillekamp.
Segundo ele, os assentos oferecem apoios de cabeça que podem ser ajustados verticalmente e, opcionalmente, na horizontal. Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos, com memória para o motorista, e ambos trazem suporte lombar.
A segunda fileira de bancos também é bastante confortável. O encosto - dividido na proporção 35/30/35 - pode ser ajustado na inclinação em 16 posições. Opcionalmente, a Audi fornece a opção de sete lugares para o Q7. Seus encostos, divididos 50/50, podem ser posicionados eletricamente na vertical, ao apertar um botão, ou rebatidos na horizontal, integrando-se ao porta-malas. Para garantir uma entrada confortável para a terceira fileira, os bancos podem ser dobrados de forma compacta e posicionados verticalmente. Até seis cadeirinhas infantis podem ser instaladas no novo Q7, que conta com fixação Isofix.
O SUV traz de série ar-condicionado indutivo com quatro zonas, que pode ser controlado com um simples toque nos interruptores do display que mostra a situação de algumas funções do sistema. Os passageiros de trás têm seus próprios controles. Toda a iluminação interior, incluindo o compartimento de bagagem, é feita com LED.
■ A repórter viajou a convite da Audi


