O presidente da Audi Brasil, o alemão Andreas Deges, esteve na semana passada em Londrina em um evento patrocinado pela montadora e pela Ciavena Audi (revenda local), que contou com a presença de vários pilotos, entre eles Felipe Massa, o brasileiro da Ferrari, na Fórmula 1.
Acompanhado do diretor comercial no Brasil, Filipe Pereira, e do supervisor de vendas, Wagner Rodrigues, Deges falou à Folha sobre as tendências de crescimento do segmento premium (no qual se situam os carros da marca) e sobre sua experiência no mercado asiático. Antes de assumir, no último dia 2, a direção da empresa no Brasil, ocupou cargos de chefia na Audi Ásia-Pacífico (em Cingapura) e na Audi China (em Pequim). Ele iniciou sua carreira na montadora em 1997, como diretor de marketing na China.
E foi justamente a experiência adquirida no Sudeste Asiático que resultou em sua transferência para a América do Sul. ''Há tempo venho trabalhando em mercados emergentes e o Brasil é mais um deles'', afirmou. Deges conta que o que mais aprendeu em Cingapura e na China foi a ''energia positiva'' daqueles mercados. ''São países em expansão muito rápida. E o Brasil tem todos os ingredientes para ter um excelente mercado premium. Vemos a economia interna crescendo e um interesse cada maior por carros luxuosos. O público aqui está mais exigente'', observou.
Sua afirmação é baseada em dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que mostram um crescimento das vendas dos veículos de maior cilindrada. O diretor comercial da Audi, Filipe Pereira, comentou que até quatro anos atrás os carros populares, com motor 1.0, representavam 70% da produção nacional. ''O mercado popular vem caindo gradativamente e este ano deverá fechar com apenas 45% do total. Então está havendo uma melhor distribuição. E como o mercado está subindo de categoria, nós, como mercado premium, também nos beneficiamos'', comemorou.
Pereira afirmou que a Audi lidera há seis anos (com 40% do total de vendas) o mercado premium brasileiro, no qual se situam marcas como Mercedes e BMW. Em outubro deste ano, a montadora teve um crescimento de 37% nas vendas do atacado (da montadora para as revendas) em relação à média de janeiro a setembro.
''Neste mês, novembro, isso vai se refletir no varejo; veremos um crescimento grande das vendas da Audi. Mas isso também se deve ao aquecimento geral do mercado, que bateu recordes de produção em outubro, e ao lançamento de novos carros nossos'', afirmou.
Pereira se referiu aos modelos Q7 (um utilitário esportivo), A3 Sportback (que veio substituir o A3 nacional) e à nova motorização dos A4, que agora terão motores 2.0 e 3.2. Todos os carros da Audi agora vêm de fora do País, montados em suas fábricas na Alemanha e em outros países europeus. No dia 31 de agosto, a empresa encerrou as operações de sua fábrica no Brasil, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

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