DivulgaçãoO novo Passat foi reestilizado no final do ano passado e já está à venda na EuropaUm sopro de requinte vai sair da fábrica conjunta da Volkswagen e da Audi em São José dos Pinhais, no Paraná. Apesar da unidade só começar a funcionar no final de 1998, a Volks já anunciou mudanças no seu programa inicial. O Vento - sedã médio baseado no Golf -, que inicialmente seria fabricado no país, saiu dos planos da montadora para dar lugar ao novo Passat. O modelo foi reestilizado no final do ano passado e segue a prática que está se tornando comum no Grupo Volks de projetos gêmeos entre suas marcas. Por isso o novo Passat lembra tanto os modelos da Audi, principalmente o novo A6.
Mas o consumidor brasileiro não precisa esperar até o carro começar a ser produzido no Brasil, no final de 1999, para vê-lo nas ruas. No final deste ano, a Volks inicia a importação do novo Passat. Mas, apesar de reestilizado, o carro poderá passar um pouco despercebido pelos motoristas, por seguir as linhas do A6.

DivulgaçãoO painel é atraente, revestido em couro e conta com detalhes em madeiraE a semelhança entre os dois sedãs vai além do desenho externo e entra pelo habitáculo. É aí, inclusive, que aparece um dos pontos altos do Passat. Por outro lado, pode decretar uma redução nas vendas do A6. Afinal, entre pagar mais de US$ 80 mil só pelo status da Audi e no máximo US$ 50 mil, preço que deve custar o Passat, alguns devem optar pela alternativa menos dispendiosa.
Para a Audi brasileira, este não será nenhum problema, já que só o A3 será fabricado pela montadora no país. Os outros modelos da Audi continuarão importados pela Senna Import, representante da Audi no Brasil. Assim, é a Senna Import quem vai assumir também a incômoda situação de ter um carro parecido com outro no mercado, mas muito mais caro. E a empresa terá motivos para temer a concorrência. O novo Passat chega com um interior extremamente sofisticado, digno de carros de marcas de luxo.
Nele se destacam as linhas arredondadas com forração em couro e, opcionalmente, detalhes em madeira. Já os equipamentos de conforto de série incluem direção hidráulica, trio elétrico, rádio/toca-fitas, regulagem elétrica dos bancos, piloto automático - na versão com câmbio automático - e ar condicionado com controle automático de temperatura.
Os generosos itens de segurança ostentados pelos carros da Audi também são compartilhados pelo Passat. O modelo da Volks vem de fábrica com portas reforçadas com barras de proteção contra impactos e enchimento de espuma de borracha. Motorista e carona, além dos air bags frontais, são protegidos por air bags laterais. Sem contar os cintos de três pontas retráteis e com regulagem de altura que assistem bancos da frente e assentos laterais do banco traseiro.
O requinte é só um dos pontos em comum entre Passat e A6. A disposição é semelhante, mesmo porque o Passat utiliza alguns motores de quatro cilindros e 20 válvulas adotados nos modelos Audi. E são exatamente os motores com 20 válvulas que equiparão tanto o Passat importado quanto o Made in Brazil, comercializados no país. O importado chega com um motor multiválvulas 1.8 que atinge 125 cv de potência a 5.800 rpm e o torque de 17,1 kgfm a 3.500 rpm que o levam aos 206 km/h.
Já o modelo nacional vai receber, além do motor 1.8 aspirado, a versão turbinada de 150 cv a 5.700 rpm e torque de 21,4 kgfm a 1.750 rpm. Com este propulsor, também utilizado no Audi A3, o Passat alcança 223 km/h, segundo a Volks. Na Europa, o carro ainda tem mais três motores a gasolina: 1.6 de 100 cv, 2.3 VR5 de 150 cv e V6 2.8 de 193 cv.
Com interior requintado e motores que garantem um bom desempenho, o Passat ainda conta com visual sofisticado, em que as linhas curvas proliferam e garantem um excelente coeficiente aerodinâmico de 0,27 cx para dar finalmente a Volks um modelo digno de ser chamado top. Afinal, deixar um carro quadradão - que exibe ainda quebra-vento - como o velho Santana no posto de modelo mais sofisticado da marca no país vai contra a importância que o mercado brasileiro vem ganhando a nível mundial.

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