DivulgaçãoO novo Mondeo é equipado com um motor de 2.0 litros e 16 válvulas, capaz de gerar 130 cv ou 18,2 kgfm de torque A Ford investiu no Mondeo, um sedã importado todo reestilizado, para brigar entre os carros maiores e mais caros.
O novo Mondeo foi lançado na Europa há um ano. Chegou ao Brasil em duas versões de acabamento, CLX e GLX, e com a missão de vender cerca de 800 unidades por mês. Conta com os modelos seda de 4 portas e Station Wagon. Nos primeiros nove meses deste ano, o Mondeo teve um volume de vendas correspondente a 9.464 unidades.
O sedã Mondeo reestilizado ficou 7 cm maior do que a antiga versão - tem 4,55 m de comprimento - e apresenta desenho bem mais moderno e arrojado. Com linhas arredondadas, o maior destaque externo do carro da Ford é a original parte frontal.
A grade do motor oval - identidade visual dos carros da Ford - é o ponto de referência para a integração do capô e dos faróis. O capô de formato ligeiramente ondulado dá forma aos faróis, que são cobertos por uma pálpebra única que também ladeia a grade. Com isso, o conjunto ótico ganhou um aspecto único, que lembra uma máscara de super-herói de revista em quadrinhos. Já as laterais têm visual mais sóbrio, sem grande originalidade, mas que denunciam o ângulo suave do pára-brisa e do vidro traseiro. O Mondeo volta a ganhar personalidade com as lanternas traseiras, que têm tamanho muito avantajado e formato peculiar.
DivulgaçãoO Mondeo salta de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos e atinge a velocidade máxima de 204 km/h; tanto o modelo sedã, quanto o Station Wagon do Mondeo, têm preços entre R$ 31.500 e R$ 44.500
O interior também ganhou linhas mais arredondadas e mantém semelhanças com os dos novos modelos da Ford lançados no Brasil. O console do lado do carona é recuado, como no Fiesta e no Escort. Isso dá mais espaço para pernas. Já itens de série - como direção hidráulica, trio elétrico, rádio/toca-fitas e ar condicionado - garantem conforto tanto no CLX quanto no GLX.
Sob o capô do Mondeo, as mudanças foram menos significativas. As duas versões passam a ser equipadas apenas com o motor Zetec de quatro cilindros em linha e 16 válvulas de 1.989 cm3 - o modelo anterior vinha também com um motor 1.8. O propulsor 2.0 atinge potência máxima de 130 cv a 5.700 rpm, torque máximo de 18,2 kgfm a 3.700 rpm e, segundo a Ford, faz o veículo alcançar os 204 km/h e acelerar de zero a 100 km/h em 9,9 segundos. No meio de tantas modificações, o conjunto da suspensão manteve a fórmula eficiente que já aparecia na geração anterior do Mondeo. Ela é independente nas quatro rodas. Na frente é do tipo McPherson e na traseira é Quadralink - uma variação de multilink -, ambas com barras estabilizadoras. Os freios também não mudaram em relação à antiga versão. Eles são a disco ventilado na dianteira e a tambor na traseira. A novidade fica por conta do ABS de série para o GLX. Antes, este item era opcional.
Além da união de novidades com itens já considerados eficientes na antiga geração, o novo Mondeo ainda apresenta como arma um preço competitivo até com os sedãs nacionais. Ele varia de R$ 31.500, o CLX básico, a R$ 44.500, o GLX completo. R$ 2 mil mais barato, por exemplo, do que o Vectra CD completo.
Poucas unidades estão à venda da linha 97/97. A maioria na versão CLX. A linha 98, de acordo com o fabricante, deveria ter chegado ao mercado. Mas os revendedores acreditam que isso só irá acontecer a partir de janeiro.
Quem viaja no novo Mondeo é servido por um forte aparato de segurança. O modelo possui air bag duplo na versão GLX - na CLX é de série para o motorista e opcional para o carona. Todos os assentos são assistidos por cintos de três pontos retráteis, inclusive o central traseiro. Há, ainda, áreas de deformação progressiva na carroceria e as barras de proteção nas portas, que protegem o habitáculo. O espaço para bagagem no porta-malas é de 460 litros.

mockup