A Renault apresentou na França o novo Mégane, completamente reestilizado. A marca espera que o modelo ultrapasse as vendas de seu predecessor em 10% e aumente sua participação no mercado europeu em dois pontos percentuais para 14%.
O novo Mégane estará à venda na Europa no último trimestre do ano. A carroceria é completamente nova e moderna, de linhas ousadas e muito diferente da anterior. A princípio haverá as opções de três e cinco portas. Em seguida, virão as versões perua e a nova Scénic, minivan também produzida no Brasil.
Na Europa, o carro terá três opções de motores a gasolina (1.4 de 98 cv, 1.6 de 115 cv e 2.0 de 134 cv) e dois a diesel (1.5 de 82 cv e 1.9 de 120 cv).
A Renault venderá o novo Mégane com quatro tipos de acabamento interior, e três diferentes kits de equipamentos. Com essa oferta, será possível várias combinações entre o tipo de acabamento e o grau de equipamentos.
Entre os itens disponíveis de série no novo modelo estarão os faróis de xenon, sistema de navegação com monitor colorido, air bags de cabeça, limpadores de pára-brisa com sensor automático de chuva, ventilação interna com recirculação automática de ar e piloto automático com radar.
Também há outros elementos menos usuais, como o sistema de advertência de baixa pressão dos pneus, teto solar duplo de cristal, comando eletrônico de abertura das portas na chave, botão de partida, air bags laterais traseiros e cintos com limitadores de tensão. Os freios ABS serão de série em todos os modelos, enquanto que o controle de estabilidade será opcional em algumas versões.
Em teleconferência para divulgar o carro, a montadora francesa disse que investiu 2,1 bilhões de euros (US$ 2,06 bilhões) no planejamento e produção do novo modelo, desde o estágio inicial até o final, em um período de 29 meses.
O Mégane II é fruto da aliança entre a Renault e a montadora japonesa Nissan Motor e é considerado pelos observadores do setor como crucial para a Renault incrementar a sua linha de produtos e impulsionar os lucros. Os observadores consideram que o Mégane I teve menos sucesso do que a minivan Scénic.
A combinação de uma falta de novos modelos e o enfraquecimento do mercado automobilístico reduziram o lucro operacional da Renault em 77% em 2001 para 473 milhões de euros, em comparação com 2,02 bilhões de euros no ano anterior. A Renault afirmou na semana passada que está confiante em registrar uma margem operacional positiva este ano, se o lançamento no final deste ano do novo Megane ocorrer conforme o esperado.
Em fevereiro, Loius Schweitzer, chairman da Renault, havia dito que espera que a companhia volte a apresentar resultado positivo a nível operacional em 2002.

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