Um novo golpe na praça está preocupando bancos e financeiras do setor automotivo. É o golpe do financiamento, que quadrilhas de estelionatários vêm aplicando na população, principalmente nos grandes centros urbanos.
Essas quadrilhas, sempre muito bem aparelhadas, publicam anúncios atraentes nos classificados dos principais jornais e revistas do país, oferecendo facilidades no financiamento para aquisição de carro ou para capital de giro, com ‘‘menor taxa do mercado e liberação em 24 horas’’.
Como nos golpes do carro zero-quilômetro, onde o atrativo é o preço abaixo do mercado, no golpe do financiamento as vantagens são a facilidade de crédito e as taxas bem menores do que as praticadas no mercado.
Os golpistas chegam à sofisticação de enviar para o interessado uma ficha cadastral, em nome do Banco GM e solicitar um depósito de uma pequena quantia para despesas cadastrais, segundo Roberto Cunha Azzi, gerente da área Jurídica Financeira do Banco GM: ‘‘Os estelionatários descobrem o número da conta do Banco GM, e quando o interessado faz o depósito para despesas cadastrais, recebe um comprovante no qual aparece o nome do Banco GM no respectivo comprovante, dando a falsa sensação de legalidade’’, explica Azzi.
Com esta manobra o golpista consegue dar uma aparência ‘‘real’’ à negociação, pedindo um depósito numa conta poupança, geralmente aberta com um nome falso.
A justificativa deste depósito segundo o golpista é o pagamento da comissão do banco ou do corretor, de aproximadamente 6% a 10% do valor do financiamento pretendido.
Os financiamentos prometidos vão de R$ 20 mil a R$ 400 mil. E, como no golpe do carro, o interessado não consegue localizar o estelionatário que usa telefone celular roubado ou clonado.
Estima-se que 131 pessoas acabaram sendo vítimas dos golpistas. O Banco GM calcula que o valor total depositado por essas pessoas foi de R$ 550 mil, ou seja, R$ 4.200,00 por golpe.

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