Pegue um Gol, coloque uma frente nova, altere os desenhos das lanternas, mude completamente o painel e reveja o acabamento e tecidos internos. Pronto: está feita uma nova geração do carro mais vendido no mercado brasileiro. A fórmula resumida acima mostra qual foi o caminho que os engenheiros da montadora tomaram: manter a fama de ''bom e barato'', porém dando com um visual mais moderno e atraente ao modelo. Pelo jeito, parece que conseguiram.
O novo Gol, agora chamado de Gol G4 (Geração 4), mudou basicamente para se manter no posto que ocupa por 19 anos consecutivos (1987 a 2005): líder de vendas. Para quem tem 25 anos de estrada e 4,5 milhões de unidades vendidas, a tarefa de sobreviver em um mercado altamente competitivo não é nada fácil. Por isso, o trabalho realizado pelos designers da VW, merece elogios.
As mudanças visuais deixaram o Gol com uma aparência mais robusta e agradável. A frente, que agora traz faróis largos e envolventes, passa a destacar um ''V'' que começa no capô, passa pela grade e termina nos pára-choques, como se formassem uma única peça.
Na traseira, o destaque fica por conta das lanternas, que lembram a do Polo. Um elemento circular em alto-relevo na lente, o vidro inteiriço (colado e maior), a tampa do porta-malas recortada e o arefólio integrado fazem a diferença no desenho.
Por dentro, os designers capricharam nas curvas e nos porta-objetos. O Gol G4 traz agora 11 porta-trecos no seu interior. O painel foi recuado e agora passa a sensação de mais espaço para o passageiro e motorista. As saídas de ar, que apesar da Volks afirmar terem sido inspiradas no New Beetle, lembram mesmo as dos Ford Fiesta.
A montadora também ouviu as reclamações dos seus clientes (até que enfim!) e mudou a localização dos acionadores dos vidros elétricos. Agora estão na porta em um elemento semi-circular (de aparência meio grosseira).
Choque visual mesmo está na instrumentação. Os mostradores de velocidade, hodômetro, rotações e combustível são os mesmos do Fox - funcionais mas bem menores do que os existentes nas outras versões do Gol.
Em termos de motorização e câmbio, nada de novo. Isso, de certa forma é positivo, já que os motores 1.0, 1.6 e 1.8 da marca são os mais elogiados do mercado, graças à elasticidade, desempenho, consumo e manutenção.
A boa nova mesmo é que o Gol G4 substitui, por completo, todas as outras gerações à venda, ou seja, desde o modelo mais barato até o mais caro, o visual será o mesmo, a da nova geração.
O Gol G4 chega em três versões de acabamento: a City, Plus e Power. A City - modelo de entrada - poder trazer motor 1.0 e 1.6 litros. A Plus somente será vendida com motor 1.0. Já a Power, pode ser equipada com motores 1.6 e 1.8 litros. Todos os propulsores são do tipo Total Flex.
A marca também passa a oferecer ao Gol G4 com a opção de ''suspensão elevada'' para as versões City 1.6 e Power 1.6 e 1.8. A pedido do motorista, o carro pode ser elevado em 27 mm do solo, melhorando a aptidão do modelo em estradas de terra e terrenos irregulares.
O Gol chega às revendas por preços entre R$ 24 mil (City 1.0) e R$ 33 mil (Power 1.8). Para o lançamento, a Volks contratou o Rei Pelé como seu garoto-propaganda. Um teaser 'muda' a história do futebol, fazendo com que um famoso gol perdido por Pelé na Copa do Mundo de 1970 contra o Uruguai seja convertido.

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