O novo Fiat 500 chega ao mercado brasileiro no próximo mês. Lançado nesta semana em evento realizado para jornalistas e concessionários em Miami (EUA), o modelo ganhou quatro versões de motorização e acabamento, com preços que variam de R$ 39,9 mil (Cult, 88cv e 12,5kgfm, versão de entrada) a R$ 54.800 (Sport Air 1.4 16V MultiAir, 105cv e 13,6 kgfm, a mais completa). O design externo teve poucas alterações com relação ao primeiro modelo vendido no Brasil há dois anos.
  O objetivo da Fiat é ampliar sua participação no mercado de veículos chamado de ‘‘B premium’’, hoje dominado - com pouca vantagem - pelo Mini Cooper. Ainda estão ‘‘na briga’’ Smart Fortwo, Audi A1 e o novo VW Beetle. Segundo pesquisa realizada pela montadora, o segmento B corresponde a 19% das vendas de veículos no Brasil, com maior índice de crescimento. Desta porcentagem, 60% são de ‘‘B premium’’.
  Por isso, a aposta da montadora é no custo-benefício oferecido pelo 500. Com uma ampla variedade de equipamentos, a versão de entrega já vem com ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, duplo air bag e rodas de liga leve. Entre os opcionais, estão ABS e EBD, ASR (controle de tração), ESP (controle de estabilidade), ESS (sinalização de frenagem de emergência), Hill Holder, Isofix e até sete air bags, além do som premium Bose, ar digital, retrovisor eletrocrômico, sistema Bluetooth, teto solar e o inédito Eco:Drive, sistema que permite ao motorista monitorar o consumo de combustível e adequar a sua maneira de dirigir. São nove opções de cores com 72 possibilidades de personalização.
  Todos os motores que equipam o 500 são 1.4 de tecnologia EVO ou MultiAir, variando apenas a quantidade de válvulas: 8 ou 16, nas versões topo de linha. A primeira linha incorpora vários dispositivos projetados para redução de consumo e melhor aproveitamento energético, com menor emissão de poluentes e ruído. O câmbio pode ser manual de cinco marchas ou dualogic. Já o motor 1.4 16V MultiAir traz avanços tecnológicos que melhoram sua potência e seu torque.
  Os veículos comercializados no mundo todo serão produzidos na planta da Chrysler no México.

Lançamento
  Foram basicamente três os motivos da escolha dos Estados Unidos para o lançamento do veículo. A primeira marca a parceria firmada com a Chrysler, anunciada no final do ano passado, cuja planta instalada no México já produz o 500. As peças para reposição também serão mexicanas.
  Além disso, há o retorno da montadora ao mercado americano com o ‘‘mini veículo’’, de onde a Fiat estava fora há alguns anos. Segundo o presidente do Grupo Fiat/Chrysler para a América Latina, Cledorvino Belini, somente neste mês já haviam sido vendidos cerca de 4,5 mil modelos aos americanos.
  Já o terceiro, é o cinquentenário do Cinquecento, lançado na Itália há mais de 50 anos. Este modelo é herdeiro do Topolino, hoje eternizado nos filmes Carros, da Disney/Pixar, como o rabugento Luigi.

Test-Drive
  Durante o test-drive, os jornalistas puderam dirigir o veículo pelas ruas de Miami em um percurso de 32 quilômetros. Os americanos gostam e são acostumados com ‘‘carrões’’, as largas avenidas da cidade são preenchidas, em sua maioria, por sedãs e jipes. No entanto, a aposta é ‘‘na consciência ecológica’’ dos americanos, no que se refere ao baixo consumo de combustível. O modelo é bonito e confortável para casais sem filhos. Com interior agradável, o som Bose, de fato, é um diferencial.
  Já em movimento, o modelo - em versão de câmbio automático - é ágil, com trocas e respostas rápidas, e em nada lembra o antigo Dualogic. O motor também responde bem ao trânsito. O compacto é ideal para grandes cidades.

* A jornalista viajou a convite da Fiat

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