Rio de Janeiro - Tornar-se o carro popular mais econômico do Brasil. É o que promete a fabricante francesa Renault para o Novo Clio, lançado oficialmente à imprensa no início da última semana, em um evento no Rio de Janeiro. A arma para alcançar tal objetivo está no motor 1.0 16V Hi-Power, que foi renovado e ficou mais potente e econômico. Com ele, o hatch - com carroceria duas portas - terá capacidade para percorrer 15,8 km/l na estrada abastecido com gasolina. Na cidade, o novo modelo promete andar 14,3 km com um litro do combustível.
  Comparando ao antigo 1.0 16V Hi-Flex, o novo propulsor 1.0 16V Hi-Power sofreu uma boa alteração, com um total de 71 peças modificadas. Segundo a fabricante, a confiabilidade do novo motor foi exaustivamente testada. Foram necessárias 6 mil horas de ensaios de durabilidade/confiabilidade em dinamômetro - cerca de 2 milhões de quilômetros rodados -, 10 mil quilômetros de testes em temperaturas extremas - entre 5ºC e 40ºC - e 200 mil quilômetros em ensaios de rodagem acelerados em veículo.
  A reportagem da FOLHA testou o novo modelo nas ruas do Rio de Janeiro. No teste prático, o aumento do número de cavalos, de 77 para 80, é pouco sensível. O modelo, no entanto, não deixa nada a desejar em relação aos seus principais concorrentes neste quesito.
  Outro fator determinante na melhoria do nível de consumo está na adoção de pneumáticos ecológicos. A combinação de novos compostos na confecção da borracha e o desenho da banda de rodagem garantiram aos pneus com menor resistência ao rolamento, sem comprometer a segurança do veículo.
  O Novo Clio, que é produzido na Argentina, chega ao Brasil com preço partir de R$ 23.290, na versão mais básica. O investimento pode chegar a R$ 24.950 na versão com quatro portas sem opcionais. As vendas do modelo de entrada da Renault começaram já nesta segunda-feira.
  A expectativa da Renault é que 75% dos modelos comercializados sejam de quatro portas. O que a fabricante ainda não sabe é qual meta de vendas traçar após o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), programado para o final deste ano. ‘‘Será um ano de incerteza em função do retorno no IPI. Não acredito em crescimento importante em 2013 em relação a 2012. Devemos ter o primeiro trimestre mais fraco, com queda de 15% por causa da produção parada’’, argumentou o vice-presidente comercial da Renault, Gustavo Schmitd.
  Essa parada a que se refere o diretor é a ampliação da planta de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Por conta dela, a fábrica ficará parada entre os dias 8 de dezembro e 8 de fevereiro. De lá saem modelos como o Sandero, Duster e Logan. Após a reforma, a produção passará de 47 para 60 veículos produzidos por hora.

O jornalista viajou a convite da Renault

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