Novo Classe A agora é hatch
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sábado, 13 de abril de 2013
João Fortes<br> Reportagem Local 
De vez em quando um carro precisa mudar, renovar mecanicamente e ter o seu design atualizado às novas tendências do mercado. Mas há modelos que passam por modificações tão significativas, que chegam a mudar de categoria. Foi o que aconteceu com o ex-monovolume e atual hatch Mercedes Classe A, que acaba de chegar às concessionárias brasileiras.
Com 1,43 metro (m) de altura e 4,29 m de comprimento, o modelo traz a nova identidade visual dos automóveis compactos da marca alemã, com um design moderno e marcante. Com frente agressiva e uma traseira que traz a percepção de largura, o novo Classe A tem o apelo visual certo para buscar um público mais jovem e que não abre mão da esportividade, características bem diferentes dos compradores do modelo anterior, que foi fabricado e vendido no Brasil até 2005.
Modelo de entrada da Mercedes se é que se pode chamar assim um carro que tem preço de tabela entre R$ 99,9 mil (Style) e R$ 109,9 mil (Urban), o Classe A mantém o estilo e requinte também no ambiente interno. Destaque para os bancos, que além do acabamento de primeira, são do tipo esportivo, com a impressão de que foram realmente desenvolvidos para um carro de corrida. Melhor do que o estilo é a ergonomia que oferecem para os ocupantes. A escolha de bons materiais para o restante do habitáculo é igualmente notável.
Com relação a equipamentos, o modelo tem como itens básicos um display para controle das funções do equipamento de som e telefonia, com direito a um teclado para fazer ligações. O volante é multifuncional, com 12 teclas, também para controlar som e fazer ou atender ligações, através da conexão com Bluetooth.
Assim como o Classe B, o A conta com sistema de ar condicionado com saídas que lembram turbinas, dando um toque a mais de esportividade.
Esportiva mesmo é a dirigibilidade, que foi testada pela reportagem da FOLHA na última semana, com um modelo na versão Urban, a mais completa. Embaixo do capô o hatch está equipado com o motor M270, que gera 156 cavalos de potência máxima. O torque máximo é de 25 kgfm e é atingido em uma faixa de rotação baixa, entre 1.250 rpm e 4.000 rpm.
Com o volante de três raios, o banco "de corrida" e a sensação de estar bem próximo do solo, o Classe A parece convidar para uma condução bem esportiva.
Automático, o carro conta com um botão seletor para mudar a relação de marchas. No "E", de econômico, a configuração garante menor consumo de combustível, mas nem por isso deixa a desejar no quis diz respeito ao desempenho de potência e torque do carro. Mesmo em modo econômico é possível chegar a velocidades mais altas rapidamente e ter agilidade para ultrapassagens.
Mas é claro, com a letra "S" aparecendo no painel tudo muda, já que essa é a inicial para o modo Sport. Selecionada a função já possível notar no conta-giros o aumento de rotações do motor e ouvir um ronco bem mais nervoso.
A dirigibilidade esportiva do Classe A com certeza vai agradar quem prefere andar um pouco mais à frente, mas também se mostra muito útil em situações do trânsito que exigem mais agilidade, como uma ultrapassagem mais rápida, por exemplo.
Mesmo em tal modo de direção, a parte de suspensão mostra um bom comportamento, mantendo o equilíbrio e garantindo conforto para os ocupantes. Percebe-se também estabilidade ao manobrar de forma mais abrupta e com velocidade mais alta.
A terceira função de dirigibilidade é a "M", de manual. A troca de marchas pode ser feita apenas nas borboletas da coluna de direção, que funcionam muito bem por sinal.
Assim como foi feito com o Classe B, o câmbio do Classe A fica na coluna de direção, ao estilo de um carro norte-americano tradicional, o que pode causar estranheza no início. Mas não é nada com que o motorista não se acostume e acaba compensando com mais espaço para porta-objetos entre os bancos dianteiros.


