Nova norma estabelece troca dos extintores
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domingo, 04 de janeiro de 2015
Cecília França<br>Reportagem Local 
Desde o primeiro dia do ano, motoristas brasileiros devem estar ainda mais atentos aos extintores que equipam seus veículos. Isto porque entrou em vigor a Resolução 333/2009, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que determina a troca dos equipamentos de pó químico do tipo BC por extintores da classe ABC. Quem não cumprir a norma corre o risco de ser multado em R$ 127,69 e perder cinco pontos na carteira de habilitação.
Apenas veículos de ano/modelo anterior a 2004/2005 precisam realizar a substituição dos extintores, uma vez que a partir de 2005, todos os veículos novos saíram de fábrica com os equipamentos do tipo ABC. Isto significa que 33% da frota brasileira está sujeita à norma, já que 13.252.183 dos 40.087.191 veículos em circulação no País têm mais de dez anos de fabricação, segundo o Relatório da Frota Circulante de 2014, do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
É o caso da S10 ano 2002 do agricultor Alfredo Gnann. Depois de ficar sabendo da nova regra ele realizou a troca do extintor no segundo dia do ano, temendo a fiscalização. "Se ontem e hoje (quarta e quinta-feira) o guarda me parasse era multa e ponto na carteira", lembra ele. O treinador de futebol Rosenberg Barbosa também aproveitou a última sexta-feira para trocar o extintor de seu Corsa 1997, mas teve dificuldade em encontrar o equipamento. "O meu antigo já estava vencido e levei uma multa. Passei em vários lugares e não tinha, agora está resolvido", disse. A assistente administrativa Patrícia Oliveira soube da exigência pela televisão no último dia do ano e só no dia 2 de janeiro encontrou tempo para procurar o equipamento.
"Liguei em vários lugares e me surpreendi com os preços, entre R$ 100 e R$ 120; demorei a encontrar um por R$ 80", conta. Ainda assim, Patrícia precisou comprar sob condição de troca, já que a loja não contava mais com o modelo que se ajusta ao veículo Uno 1997.
SUMIÇO
Lojas especializadas sentiram o impacto positivo da medida. O empresário Joaquim Magro, revendedor de extintores há 30 anos em Londrina, conta que nos últimos dias de 2014 as vendas dobraram na loja.
"Aumentou mais de 50%, porque se pegar com aquele outro extintor é multa", destaca. O empresário Geraldo Rossi relata que o último dia do ano foi o mais movimentado, mas, na última sexta-feira, ainda era intensa a procura de clientes.
"Tínhamos estoque que daria até quinta-feira, mas já acabou", conta ele. Os novos extintores também desapareceram dos postos de gasolina, diante da demanda aquecida. Frentista de uma loja no centro de Londrina, Ronaldo Coutinho diz que tinha 600 extintores em estoque vinte dias atrás; todos foram vendidos. A solução foi criar uma espécie de lista de espera.
"Pessoas que eu conheço estou anotando o telefone para avisar quando chegar", relata. A reportagem encontrou os extintores sendo vendidos a preços bem diferentes no mercado, entre R$ 50 e R$ 90. Os equipamentos devem conter selo de inspeção do Inmetro.


