O mercado brasileiro e sul-americano ganhou este mês mais um utilitário esportivo de luxo, a nova Hilux SW4, da Toyota. O modelo é derivado da picape Hilux 2005 lançada mundialmente em março deste ano e que mexeu definitivamente com o segmento de picapes no Mercosul.
Por isso, a expectativa da montadora japonesa em relação à SW4 é a mesma: tentar ''revolucionar o setor de utilitários de médio porte na região'' e, de quebra, abocanhar um espaço do mercado que até o momento vem sendo ocupado por modelos de outros fabricantes, como GM, Mitsubishi, Nissan e Land Rover.
O lançamento da nova SW4 para o Brasil e Argentina (os dois países que têm plantas industriais da Toyota na América do Sul) aconteceu no último dia 20, em um evento que reuniu 250 jornalistas de quatro países, no Hotel Bourbon, em Atibaia (a 60 quilômetros de São Paulo). Estiveram presentes o presidente e o vice-presidente da Toyota Mercosul, Hiroyuki Okabe e Tomio Katsuta, o vice-presidente sênior da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade Junior, e o engenheiro-chefe da Toyota Motor Corporation, Toshinori Goto. Simultaneamente, ocorreram também no dia 20 eventos locais de apresentação do veículo nas 118 revendas Toyota espalhadas pelo Brasil, inclusive em Londrina, na autorizada Jabur Toyopar.
Horoyuki Okabe lembrou que a nova SW4 já foi lançada mundialmente meses atrás na Tailândia, onde a montadora mantém uma unidade de produção para Ásia, Europa e América do Norte. ''Na sequência, a perua passou a ser montada também na África do Sul e agora passa a ser produzida também em solo sul-americano para atender ao mercado da América Latina, México e Caribe'', informou o presidente da Toyota Mercosul.
Assim como a picape Hilux, a nova Hilux SW4 será produzida para o continente na fábrica de Zárate, na Argentina. Dessa forma, ficam divididas as operações da Toyota no Mercosul, ficando a produção dos utilitários na Argentina e a dos carros de passeio (Corolla e Corolla Fielder versão station wagon) exclusivamente na planta industrial de Indaiatuba (SP). Do novo Corolla, lançado em 2002, a unidade do interior paulista produziu 111.788 unidades até agosto deste ano - somente este ano já foram 38 mil.
Roubar mercado A empresa espera repetir o mesmo sucesso de vendas com a Hilux. Da versão picape, fábrica argentina já produziu este ano 20.260 unidades. Já da SW4, que é um veículo mais seletivo e caro (em torno de R$ 140 mil) a meta é fabricar 10 mil unidades/ano a partir de 2006, sendo 6.700 para o Brasil. ''Isso representaria 60% do mercado nacional deste segmento de luxo, que está em torno de 12 mil unidades anuais'', disse o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. Perguntado sobre qual veículo perderá mercado para que a SW4 alcance essas vendas, Andrade preferiu não opinar. ''Não sei quem, mas todo o mercado todo vai perder um pouco de vendas para nós'', garante.
A nova Hilux SW4 é apresentada em quatro versões, todas a diesel, com motor turbo intercooler de 3.0 litros e tração 4x4. A potência máxima é de 163 cv a 3.400 rpm. A versão mais barata sai por R$ 140.800 e a mais cara R$ 149.000. Há opções de câmbio automático (quatro velocidades) e manual (cinco marchas). O veículo deverá concorrer com outros utilitários esportivos de médio porte, como o Land Rover Discovery (R$ 208.797), Pajero Sport (R$ 145.855), Nissan Pathfinder Sport (R$ 227.330) e a Chevrolet Blazer (R$ 119.800), sendo todos eles top de linha e com motor a diesel (os valores são referentes à tabela da Fipe/USP para São Paulo).
Robustez e conforto O motor e o chassi da SW4 são os mesmos da picape Hilux, mas o espaço entre-eixos da SW4 é menor. As diferenças em relação à picape ficam por conta do acabamento e dos recursos tecnológicos à disposição do consumidor. Sua proposta é oferecer o conforto e elegância que se espera de um utilitário de luxo, mas mantendo a robustez da picape.
No quesito segurança, a SW4 vem com sistema de freios ABS e airbag duplo. Quanto ao conforto, a suspensão traseira equipada com quatro braços de sustentação, molas helicoidais e amortecedores pressurizados oferece uma agradável sensação de se estar andando em um carro de passeio. No test drive oferecido aos jornalistas nas proximidades de Atibaia (SP), a suspensão macia da SW4 foi a melhor surpresa do veículo, que passou por trechos de off-road, ondulações e buracos, absorvendo com facilidade as irregularidades do terreno, dando a impressão de se estar dirigindo no asfalto.
* O jornalista viajou a Atibaia a convite da Toyota

mockup