Há dez anos ter um utilitário esportivo no Brasil não era para qualquer um. Até que um "jipinho" da Ford desembarcou por aqui, predestinado a fazer muito sucesso entre os brasileiros. Derivado do Fiesta, o modelo era considerado um SUV compacto. Uma aposta da montadora que deu certo e foi batizada de Ecosport.
Logo o carro se tornou líder de vendas do segmento e assim se manteve até o ano passado. Não faltaram concorrentes para tentar desbancar o utilitário, até que um deles conseguiu a façanha de vender mais: o Renault Duster chegou ao Brasil no final de 2011 e no começo deste ano já era o novo líder de vendas no País.
Mas a resposta da Ford já estava engatilhada. Em janeiro começaram as primeiras imagens e, posteriormente, a campanha de pré-lançamento do Novo Ecoesport. A propaganda durou até setembro, quando começaram, definitivamente, as vendas nas concessionárias. Até então, o utilitário já tinha sido atualizado, mas ainda não havia passado por uma transformação significativa.
O tal "jipinho" mudou completamente, ficou moderno, com design arrojado, "menos quadradinho", como dizem. A estética interna também foi transformada e recebeu uma série de recursos tecnológicos e de conforto. O utilitário também se tornou mais leve e eficiente.
A versão de entrada, Ecosport S, foi anunciada pelo preço de R$ 53.490 e equipada, de série, com direção elétrica, ar condicionado, vidros dianteiros, travas e espelhos elétricos, sistema multimídia SYNC com comando de voz e Bluetooth, airbag duplo, freio ABS e faróis com LED.
A opção Ecosport SE adiciona à lista de itens acionamento elétrico dos vidros traseiros, faróis auxiliares de neblina, rack no teto e rodas de aço de 15 polegadas com desenho diferenciado, custando a partir de R$ 56.490. Ambas as versões contam com o motor 1.6 litro Sigma de 115 cavalos.
Já a Freestyle, versão intermediária, além dos equipamentos anteriores vem com computador de bordo, sensor de estacionamento, assistente de partida em rampa, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração e rodas de liga leve de 16 polegadas e tem preço tabelado em R$ 59.990 com o motor 1.6 e R$ 62.490 com o propulsor 2.0 Duratec, de 145 cv.
A opção mais luxuosa, a Titanium, custa a partir de R$ 70.190 e também conta com os dois tipos de motores e com itens exclusivos de série, como ar condicionado digital, sistema de acesso inteligente, partida sem chave, sensor de chuva, faróis com acendimento automático e retrovisor eletrocrômico.
Com as quatro versões, a Nova Ecosport chegou ao mercado com estilo, pronta para honrar o nome que fez tanto sucesso quando desembarcou no País. Desde o início das vendas, já foram cerca de 12 mil unidades comercializadas, metade apenas até o fechamento do primeiro mês após o lançamento. Não o bastante para voltar à liderança de vendas, mas o suficiente para chegar bem perto do Duster. Mas a Ford ainda tem outras cartas na manga para mudar esse quadro.
A primeira é a transmissão automática Power Shift de seis velocidades e dupla embreagem, lançada recentemente e disponível nas versões SE e Titanium. Com o recurso, o modelo SE fica R$ 1,5 mil mais caro, enquanto que a versão Titanium encarece R$ 700.
A promessa da Ford é que a transmissão permite trocas de marchas mais rápidas, em até um terço do tempo, e uma redução no consumo de combustível em 10%, além de ser isenta de manutenção por dispensar o uso de fluídos, bombas e radiadores, com durabilidade certificada para dez anos ou 240 mil quilômetros de uso.
A montadora aproveitou o lançamento do modelo 4WD, com tração nas quatro rodas e que chega em janeiro de 2013 na versão Freestyle, com preço fixado em R$ 66.090, para fazer ainda mais propaganda de seu SUV de sucesso.

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