'Nos meus Citroen ninguém põe a mão'
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domingo, 18 de novembro de 2012
Redação FolhaWeb 
Curitiba - Durante a infância, a diversão do pequeno José Carlos Gasparin Pereira era passear em oficinas e ferros-velhos. Nascia ali a paixão por mecânica e carros antigos que hoje, aos 67 anos de idade, o agora médico cancerologista mantém viva no cuidado especial dedicado a cada um dos 30 modelos da coleção particular.
Entre eles há um Opala 1972, que o pai ganhou em uma rifa. Foi utilizado por vários anos e, na hora de vender, um aperto no coração falou mais alto. ''Deu dó. Eu fui junto buscá-lo na concessionária, quando era zero quilômetro. Ele fez parte da nossa família durante muito tempo, esteve presente em diversos momentos importantes, felizes. Não dava pra se desfazer assim tão fácil'', revela. Outro carro bastante especial é um Dodge, que pertenceu ao irmão. Cada um é carregado de histórias e são cuidados com carinho extremo.
Mas nada se compara à atenção dedicada por ele aos Citröoen - carro francês que ele domina como ninguém. ''Conheço cada detalhe e tenho todas as ferramentas necessárias para mexer neles. Vou montando, recondicionando peças, resolvendo problemas que vão surgindo'', revela o médico, que também dá consultoria sobre o carro aos amigos. ''Alguns deles eu nem conheço pessoalmente, mas ficam sabendo de mim por meio dos amigos, e me ligam. Aí eu vou orientando como resolver problemas mecânicos que eles têm'', revela Gasparin.
Até viagens a trabalho já tiveram pausas para as ajudas. ''Certa vez, estava a caminho de um congresso, mas levei minhas ferramentas e parei antes, em outra cidade, na casa de um amigo. Ele me buscou no aeroporto, resolvi o problema do motor do carro dele e depois segui viagem'', relembra.
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