Nome significa 'veículo de uso combinado' em alemão
A Kombi, uma abreviatura do alemão Kombinationfahrzeug - que significa veículo de uso combinado -, nasceu do acaso. De um desenho do holandês Ben Pon, um empresário admirador do Fusca que integrava as forças de ocupação da derrotada Alemanha no pós-guerra. A sua idéia, rabiscada numa agenda em reunião na montadora em 1947, em Wolfsburg, era um monovolume com motor refrigerado a ar. As tropas inglesas, que tocavam a fábrica, não deram sinal verde ao projeto, e só quando deixaram a VW, em 1950, a idéia de Ben Pon saiu do papel. Primeiro, como carro de carga, para suprir as necessidades de um país em reconstrução.
O modelo, todo fechado, já com o formato de um ''pão de forma'', foi batizado de Typ 2. Logo depois, engenheiros alemães decidiram pôr janelas laterais e oito bancos. Corria o ano de 1953 e a montadora espalhou essa versão pelo mundo. O Brasil foi um dos alvos da Volkswagen. As primeiras Kombis, importadas, chegaram aqui no mesmo ano do lançamento mundial, em 1953, com vendas intermediadas pela Brasmotor. O que estimulou a empresa a abrir uma filial no País no mesmo ano e cinco mais tarde, devido à crescente demanda e aos incentivos do então presidente JK, começou a montar os veículos aqui.
Desde então, essa linha de produção nunca mais parou e o veículo ao longo de 50 anos passou apenas por ''cirurgias plásticas''. Nessa trajetória alguns modelos, como a Kombi diesel, saíram de linha. Quem tinha essa Kombi, que era mais econômica, reclamava que esquentava demais porque era refrigerada a água que logo virava vapor. Por isso, o modelo teve vida curta e um exemplar a diesel é hoje uma raridade. É equipada com motor 1.6 desde 1976 - antes era 1.5, a Kombi, que participou ativamente da construção de Brasília, hoje transporta passageiros, verduras e legumes, mudanças e tem, como o famoso Bombril, mil e uma utilidades. É Kombi que não acaba mais porque, afinal, esse dinossauro mecânico hoje é brasileiro.





