No autódromo, a mais de 200 km/h
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sábado, 11 de março de 2006
Mauricio Della Barba 
Terça-feira, 7 de março. Após uma semana chuvosa, o sol, enfim, brilha e esquenta o asfalto do Autódromo de Londrina. Na pista, com o motor já quente, uma Suzuki GSX-R 1000 aguarda o momento de deixar a borracha dos pneus derreterem no asfalto. Em cima dela, Márcio Marques dos Santos, um pacato motociclista, empresário e experiente no 'manejo' de beldades sobre duas rodas.
Ansioso, aguarda o momento do OK do fotógrafo da Folha, que, como um ''paparazzi'' tenta se acomodar no carro de apoio para obter o melhor ângulo da ação que está por vir. A apreensão é grande. Também, não é para menos. A GSX-R 1000 é considerada no mundo todo como a esportiva mais radical da atualidade. Briga, segundo a segundo, com a Kawasaki ZX-10, a Honda CBR 1000 Fireblade e a Yamaha R1.
Seu grande trunfo está na relação peso/potência. A GSX-R tem potência de 178 cv para 166 kg. Mais de 1cv de potência por quilo. O suficiente para levar ela a velocidades próximas aos 300 km/h. Em Londrina, na pista, Santos não conseguiu atingir o limte da GSX-R, mas se deu por satisfeito. ''Fui até aos 200 km/h e não passei da terceira marcha. Não deu para ir mais'', comentou o piloto, com um sorriso de satisfação no rosto, logo após tirar o capacete.
Na verdade, não faltou moto, muito menos piloto. A reta oposta do autódromo de Londrina foi pequena demais para a GSX-R. Não há espaço para chegar até a quinta marcha e atingir velocidades maiores. ''A luz de corte de rotação, que avisa quando é necessário mudar a marcha, nem acendeu, ou seja, ainda havia mais força escondida'', explicou Santos.
Segundo dados obtidos pela revista Motociclismo, especializada no assunto, a GSX-R surpreende já na primeira marcha, onde a moto pode chegar aos 165 km/h. Os 200 km/h podem ser atingidos logo na 2marcha. A velocidade máxima efetiva é de 292 km/h.
Outra solução engenhosa se refere à aerodinâmica. Na versão 2006, os piscas dianteiros foram integrados aos espelhos retrovisores, e os traseiros também foram integrados à rabeta para reduzir o arrasto aerodinâmico.
O painel simples, porém bem visível, fornece todas as informações necessárias ao piloto. O velocímetro é digital e traz números grandes, próprios para serem vistos a altas velocidades.
A aceleração de 0 a 100 km/h é de 3,1 segundos, enquanto a arrancada de 0 a 400 metros é feita em 10 segundos. Para parar a GSX-R, basta acionar os freios dianteiros a disco duplos, muito precisos. No quesito consumo, a média é de 15,4 km/litro em uso normal e 8,2 km/litro no ritmo forte.
Mas realmente, quem iria se preocupar com consumo, já que antes, para ter uma dessas na garagem é preciso desembolsar R$ 72 mil. Tudo pela emoção!
* Agradecimentos: Autódromo de Londrina e Suzuki Mega Motors


