Agência Estado
O chefe de Operações Mundiais da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou que o acordo de aliança estratégica assinado com a Renault em março, quando a empresa francesa comprou 36,8% da montadora japonesa por US$ 5,4 bilhões, não vai atrapalhar as metas de reestruturação da marca na América do Sul. Ghosn, que tem 45 anos e nasceu em Rondônia e foi educado na França, admitiu que a língua japonesa é a maior barreira na união das empresas.
Nos próximos dois ou três anos, a Nissan vai lançar no Brasil uma série de produtos, valendo-se da rede de concessionárias Renault. Ainda está em debate se os produtos serão vendidos pela mesma concessionária numa única loja ou em lojas diferentes. ‘‘A Nissan será mais forte no Brasil e na Argentina’’, afirmou. A princípio, os carros serão importados, mas poderão ser feitos na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) no futuro, segundo Ghosn, uma vez que a plataforma tem capacidade ociosa.
A Nissan tem produtos complementares aos da Renault, como utilitários e comerciais leves, que poderão ser comercializados no Brasil, assim como em outros mercados. A partir da parceria, as duas empresas terão apenas um produto voltado para o mesmo público alvo.

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